quarta-feira, dezembro 29, 2004

A frase de hoje

no Citador de Albert Camus "Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela" recorda-me outra que em tempos ouvi ser proferida "A vida é uma má professora; primeiro apresenta-nos o teste e só depois a lição."

terça-feira, dezembro 21, 2004

Livro Lido - O Código Da Vinci

Terminei ontem à noite de ler o tão falado livro de Dan Brown - O Código Da Vinci.

Talvez porque a minha expectativa era já muito elevada pela fama que o livro já tinha alcançado, ou porque os factos históricos relevantes em que o livro assenta não são nada disso - factos históricos - antes fazem parte da teia ficcionista criada pelo autor, ou simplesmente porque não o li todo de uma leva mas com algumas interrupções, o que é certo é que numa escala de 1 a 5, a minha classificação é de 3,75.

Parece-me que o sucesso do livro é sustentado por três pontos principais:

1. A sua estrutura narrativa - o livro está escrito em capítulos que se assemelham com cenas de um filme, em que ao chegarmos ao fim de cada capítulo ficamos curiosos em prosseguir e descobrir o que o próximo capítulo nos traz;

2. Os factos supostamente históricos em que o enredo do livro assenta - Dan Brown misturando ficção e factos históricos (mais a primeira que os segundos) coloca em causa a existência e razão de ser da Igreja Católica, bem como as verdades propagadas por esta sobre a vida de Cristo. Interessante da perspectiva da ficção literária, da perspectiva da verdade histórica deixa muito a desejar. Para o inculto na história do Cristinanismo, os factos que Dan Brown apresenta surgem como a última revelação, mas não é assim;

3. O livro é predominantemente objectivo - o autor apresenta-nos um romance em que o conteúdo consiste quase na totalidade na descrição de uma acção que decorre num período relativamente curto (numa noite e um dia, exceptuando o último capítulo do livro e o epílogo), não havendo lugar para subjectividade ou relatividade na escrita, bem como na apresentação dos tais factos supostamente históricos que já mencionei.

terça-feira, dezembro 14, 2004

A Justa Medida de que fala Epicteto

lembrou-me do texto de um ficheiro PPS que me enviaram há algum tempo e que passo a reproduzir.


Numa aldeia de pescadores da costa do México, um pequeno barco retorna do mar.
Um turista americano aproxima-se e cumprimenta o pescador mexicano, felicitando-o pela qualidade do pescado.
Curioso, o turista pergunta:
- Quanto tempo levou para apanhar esta quantidade de peixes?
- Não levei muito tempo. - responde o mexicano.
- Bem, então por que razão não ficou mais tempo no mar, pescando mais alguns peixes?
O mexicano explica que aquela quantidade era suficiente para atender às necessidades da sua família.
- Então, o que é que você faz com o resto do tempo? - indaga o americano.
- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, descanso com minha esposa. Tenho uma vida boa... - admite o pescador - À noite eu vou até a vila para ver meus amigos, tomar umas bebidas, tocar violão, cantar umas músicas...
O americano interrompe:

- Pois eu posso ajudá-lo a ter uma vida realmente boa. Faça o seguinte: comece a passar mais tempo pescando todos os dias. Aí você pode vender todo o peixe extra que conseguir pescar. Com o dinheiro extra, você compra um barco maior. Com a receita extra que o barco maior vai trazer, você pode comprar um segundo e um terceiro barco, e assim por diante até possuir uma frota de pesqueiros.
«Ao invés de vender seu peixe a um intermediário, negoceie directamente com as fábricas de produção, quem sabe se você não pode até abrir a sua própria fábrica.
«Por essa altura você pode deixar esta vila e ir morar na Cidade do México, Los Angeles ou até mesmo em Nova Iorque!!
«De lá você gere o seu imenso empreendimento!»

- Quanto tempo demora até eu conseguir isso? - pergunta o mexicano.
- Uns vinte, vinte e cinco anos - responde o americano.
- E depois?
- E depois!? Aí é que vem a parte melhor - responde o americano, rindo - quando o seu negócio alcançar um crescimento enorme, você dispersa o capital em bolsa e ganha milhões.
- Milhões? A sério? E depois disso?
- Depois disso você reforma-se e vai morar numa vilazinha da costa mexicana, dorme até tarde, apanha uns peixinhos, descansa ao lado da esposa, brinca com os seus filhos e passa as noites divertindo-se com os amigos...


Nos dias que correm, muitas são as pessoas que vivem para TER em vez de SER.
Esforçam-se e esgotam-se para obter bens materiais, pensando em aproveitar a vida num futuro remoto que nem ao menos sabem se existirá.
Esquecem que a vida está no momento presente e que a felicidade pode ser encontrada nas coisas mais simples da vida.

“A vida não consiste em ter boas cartas na mão e sim em jogar bem as que se tem." - Josh Billings

sábado, dezembro 11, 2004

Estas palavras

de Gonçalo M. Tavares, no JN em 5/12/2004:

"Como se conseguiu, de geração para geração, avanços materiais, tecnológicos, e os conflitos são os mesmos? Aristóteles fez uma descrição perfeita e actual do habitante de hoje de Nova Iorque e apanhou, também, o habitante de Jerusálem, mas não apanhou a forma tecnológica como se matam uns aos outros."

fizeram-me pensar. O que me deixa perturbado é que a realidade descrita acima não faça muitos outros pensar também. Por pensar, leia-se a reflexão que leva à mudança e a uma acção interventiva e transformadora do meio.

quarta-feira, dezembro 08, 2004

Boa disposição

foi o que encontrei ao dar com este post no Estilhaços. Deliciei-me com esta cena dos já desaparecidos Marretas.

(Não se esqueçam de clicar no play para ver o video)

Novo verbo

Com este mais ou menos novo espaço que se chama blogosfera, surgiu um novo verbo também conjugado com alguma regularidade por quem edita um blogue e por quem os lê. Trata-se do verbo BLOGAR. Eis a sua conjugação no presente do indicativo:

Eu blogo
Tu blogas
Ele bloga
Nós blogamos
Vós blogais
Eles blogam

A ideia desta conjugação verbal não é de minha autoria, mas sim do Pequenão com este post.

domingo, dezembro 05, 2004

Deus existe?

Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como sempre fazia. Começou a conversar com o barbeiro e conversaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem e começaram a falar sobre Deus...

O barbeiro disse:
- Eu não acredito que Deus exista como você diz.
- Por que é que diz isso? – o cliente perguntou.
- Bem, é muito simples. Basta o senhor sair à rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.

O cliente pensou por um momento, mas não quis dar uma resposta para evitar uma discussão.

O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu. Logo ao sair, viu um homem na rua com barba e cabelos longos. Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba e ele parecia sujo e arrepiado.

Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:
- Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem.
- Como assim eles não existem? – perguntou o barbeiro. - Eu estou aqui e eu sou um barbeiro.
- Não! – o cliente exclamou. - Eles não existem, porque se eles existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos como aquele homem que está andando ali na rua.
- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas.
- Exatamente! – afirmou o cliente. - É justamente isso, Deus existe, o que acontece é que as pessoas não O procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.

(Autor Desconhecido)

E o Seu Nome será Príncipe da Paz

O Natal está aí. Mais um ano em que chegamos a este período festivo e, como cristãos e pessoas, é importante que realizemos uma certa reflexão sobre a natureza e significado do Natal.
Sabemos que o Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo; importa portanto que consideremos o que as Sagradas Escrituras nos dizem sobre Jesus.

Isaías 9:6 nos diz, em referência a Jesus “Porque um menino no nasceu, um filho se nos deu (…) e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.”
Ouvimos muito acerca da paz durante a preparação para o Natal. Essa palavra é gravada em alto relevo nos cartões que enviamos e recebemos. Enfeites nas ruas, cartazes nas vitrinas, e anúncios nos jornais expõem nosso anseio de paz. Desejamos ardentemente a paz na Terra, em nossos relacionamentos e em nosso coração.

As próprias condições do mundo actual aumentam nosso desejo de paz. O que os homens não podem produzir, somente Cristo pode conceder. Ser uma pessoa responsável numa época como esta é descobrir paz duradoura para nós mesmos, entre nós e os outros, e então procurar levar as pessoas ao Príncipe da Paz. Ele veio a fim de estabelecer a paz do perdão e da reconciliação. A paz da alma só é possível através da aceitação do seu amor e perdão mediante o Calvário. Então podemos conhecer a paz de confiar a Cristo as nossas necessidade diárias.

Paz é rectidão—relacionamento correcto com Ele, connosco mesmos e com os outros. É a consciência limpa e o futuro entregue a Ele. Porque existe tão pouca paz? Parafraseando uma expressão célebre, diríamos: “Não é que o mundo tenha tentado a paz de Cristo e descoberto que ela não funciona; o mundo jamais tentou a paz de Cristo!” Que acharia você de desistir dos pedaços da sua vida e permitir que o Cristo do Natal lhe dê uma paz inquebrantável?

Cristo não dá a paz; Ele é a nossa paz. Quando Ele vive em nosso interior como Senhor de tudo, temos paz.

(Adaptado)

quarta-feira, dezembro 01, 2004

galatea.

é um blog interessante.

Interessante por diversas razões.

O "nick name" de quem o edita é a.

Não tem contador de visitas.

Não é possível consultar o profile de a.

Não tem referência aos dias ou horas em que os posts são editados.

Não tem links para outros blogs.

Não tem links para nada, na verdade.

O seu conteúdo é predominantemente subjectivo, escrito com alma e muito significado.

Obrigado pela visita a.

Primeiro de Dezembro na Manhã de 1640

Um punhado de heróis muito em segredo
Preparando a revolta de manhã cedo
Acode ao paço investe e barulhenta

Estranha luta e prostrar no lajedo
A figura sinistra e truculenta
De Miguel Vasconcelos a alma adianta
Dos portugueses que não tinham medo

A liberdade então foi restaurada
Após 60 anos de opressão
Em que esteve vivendo escravizada
A alma Portuguesa da Nação
Foi a Espanha afinal escorraçada
Pelos heróis de nobre tradição


*

Este poema que retrata o que esteve na origem do feriado que é hoje celebrado faz parte de uma série de prosas, poemas e motes que o meu avô Manuel Marreiros Baptista, mais conhecido pelo "Manel Cantador", foi aprendendo ao longo dos seus 79 anos de vida.

terça-feira, novembro 30, 2004

A questão da importância

"Os homens não são importantes; o que importa é quem os comanda" era a citação em destaque ontem no Citador.

Dita por Charles André Joseph Marie de Gaulle (1890-1970), o militar e estadista francês que organizou a resistência francesa contra os nazis e veio a tornar-se mais tarde no primeiro presidente da V República Francesa, esta frase nem parece dita por alguém em lugar de liderança e chefia.

Esta citação mais me parece dita por alguém que passa o seu dia a dia fechado num escritório, mexendo em papéis e computadores, talvez lendo livros sobre liderança e gestão de recursos humanos, do que por alguém que foi capaz de mobilizar vidas lutando contra um inimigo como o nazismo.

A própria natureza desta frase, retirando valor a quem é liderado é um contra-senso na hábil tarefa de liderar pessoas, a qual só pode ser concretizada com sucesso por meio da prática sincera do elogio e do incentivo. E, é precisamente fazendo as pessoas sentirem-se importantes, que isso se consegue.

Já a frase de hoje no Citador "Quem tem confiança em si próprio comanda os outros" é manifestamente mais sábia que a do General de Gaulle, pois nos lembra uma necessidade simples mas muito necessária à arte da liderança - a necessidade da auto confiança. Digo necessidade, pois no meu entender a auto confiança é mais do que algo importante; é algo deveras necessário a uma liderança bem sucedida.

A citação é de Horácio, um poeta latino que viveu entre 65 a.c e 8 a.c. que, embora tenha vivido à mais de dois mil anos, nos deixa perceber que, a realidade de então, no que à liderança de pessoas diz respeito, não é muito diferente da de hoje.

domingo, novembro 21, 2004

A (esperada) morte do livro?

No blogue do Luis Ene, li um excelente post cuja inspiração e início esteve nas seguintes palavras de José Saramago “Sobre as páginas de um livro pode-se chorar, mas não sobre o ecrã de um computador”, defendendo o nosso Nobel que o livro sobreviverá à Internet.

Foi com imenso agrado que li as palavras do Luis e que visitei os links por ele apresentados nesse mesmo post.

E, despertado por pensamentos sobre a literatura e sobre os livros, não quero deixar de aqui manifestar esta certeza: sempre haverão livros porque a sua existência se deve aos escritores e leitores os quais também nunca deixarão de existir.

Manifesto também um desejo: que o livro em formato "folha de papel / capa / lombada" nunca encontre fim, porque a leitura de um livro nesse formato é muito mais prazerosa do que quando lido num ecrán de computador. Penso que qualquer bibliófilo concordará comigo.

quinta-feira, novembro 18, 2004

Anton Tchekhov disse que

"A felicidade é uma recompensa para quem não a procura." Acabei de ler esta citação no Citador e fiquei a pensar no seu conteúdo por uns momentos, saboreando a sua verdade e deixando-me levar por considerações diversas.

O grande segredo da felicidade não está em procurá-la em todo o lado e tudo fazermos para a alcançarmos; o segredo da felicidade está em aprendermos que não é suposto que seja um fim a que se chega, mas uma estrada pela qual se viaja. Esta estrada consiste em muitas coisas pequenas e simples que fazem parte da nossa vida do dia a dia. Coisas que não têm tanto a ver com algo de concreto que temos ou alcançamos mas sim com a nossa atitude perante uma série de situações com que nos deparamos quase diariamente. Aprender que é nessas coisas simples e pequenas que está uma dose imensa de satisfação é uma lição de inestimável valor que podemos e precisamos alcançar.

Nos dias que correm, constato que as pessoas ocupam-se mais em se sentirem bem do que em estarem bem. Procuram mais a felicidade que se sente do que a felicidade que se vive. Que contradição, não é o que parece? Então, a felicidade que sinto é a felicidade que vivo... ou não? Penso que não. É possível sentir felicidade e não se viver feliz. O que muitos pensam ser a felicidade que sentem na verdade não passa da euforia pela satisfação do que lhes parece ser uma necessidade imediata. Mas essa felicidade é efémera.
Viver feliz não é colocar antes de tudo o mais a satisfação das necessidades próprias; é em primeiro lugar saber viver agradecido pelo que se tem, porque há com toda a certeza alguém com menos do que nós; é aprender a não pensar todo o tempo em nós próprios, mas ajudando quem podemos ajudar; é ser esforçado e encontrar gosto nisso; é exercer tolerância e não exigir demasiado dos outros; é fazer o que está certo e deixar tudo o mais nas mãos de Deus.

"A felicidade é uma recompensa para quem não a procura", dizia Tchekhov.

"Não somos nós que encontramos a felicidade, é a felicidade que nos encontra a nós, e isso só acontece quando no fundo procuramos a felicidade de alguém que não nós próprios", digo eu.

terça-feira, novembro 16, 2004

Correcção

Ao escrever sobre a minha leitura de "O Regresso" mencionei que o seu autor - o Luis Ene - iniciou com esta obra a sua incursão no romance. Não é exacto esse facto. No que respeita ao romance, O Regresso é já a segunda obra do Luis, sendo a primeira o livro A Justa Medida.

De Millor Fernandes,

no Blog do Citador, pode ler-se esta história que surge como algo mórbida, depois algo humorística e termina com uma lição de moral muito verdadeira; é que nem todos nos dão a mão que precisamos quando mais precisamos.

sábado, novembro 13, 2004

Livro Lido - "O Regresso"

Nas minhas andanças bloguíticas, ou direi antes navegações, logo dei com o conhecido blogue do Luis Ene, cujo nome - Ene Coisas - é facilmente relacionado com o do autor.
Gosto de aventuras, e ainda mais de observar e ler sobre aqueles que, movidos pelo forte desejo de tentar, se aventuram em algo em que nada têm a perder. Move-os o gosto por aquilo em que se aventuram. No caso do Luis Ene, o seu gosto pela literatura e escrita, levou-o a esta incursão pelo romance que resultou em O Regresso.
Neste domínio da blogosfera, penso que é mais importante o prazer que alcançamos ao escrever do que o prazer que alguém pode ter ao ler o que escrevemos. Chamo a isso escrever para nós. Se a nossa escrita agrada a outros tanto melhor. Ao escrever estas palavras, recordo-me das palavras de Vergílio Ferreira "preciso escrever". Com alguns esta necessidade surge cedo na vida, quase nascendo com eles. Com outros, a escrita pode despontar como uma necessidade de uma expressão comunicacional diferente, literária.
Enfim, o Luis aventurou-se pelo romance escrevendo O Regresso. Dou-lhe os meus parabéns.
O Regresso é a narração de um homem casado e pai que, aproveitando a herança deixada pelo pai entretanto falecido, se retira para a casa onde este vivia com o propósito de escrever um livro.
Parece-me que a semelhança aqui encontrada entre o personagem de O Regresso que abraça o projecto de escrever um livro e o Luis que com esta história estreia a sua incursão no romance, não é por acaso. Parece-me que o Luis escreve muito sobre si próprio, como aliás, penso eu, qualquer autor que se inicia na escrita faz.
À apreciação que faço da história em si não é alheio o facto de ter lido os primeiros capítulos publicados no Ene Coisas sentado ao computador o que, na minha opinião, não é a mesma coisa que ler confortavelmente sentado num sofá tocando as folhas, exercitando o acto de voltar a página, sentindo o papel, etc.
Quando solicitei ao Luis que me fornecesse o texto noutro formato que não o do publicado no blogue, de imediato o recebi em formato Word. Imprimi as 204 páginas e li a partir de onde tinha deixado a leitura no computador. A partir daí foi com gosto redobrado que prossegui a leitura, não a concluindo mais rapidamente porque o tempo disponível para a leitura (infelizmente!) não é muito. Enfim, é o que se pode ter.
Mais não me vou pronunciar sobre o restante da história porque não quero revelar saborosos pormenores que poderão descobrir por vocês mesmos ao lerem O Regresso. Penso que gostarão de o ler, tal como eu.
Ao Luis, mais uma vez, os meus parabéns. Que continue a ler e a escrever.

quinta-feira, novembro 04, 2004

Experiencia livresca

Aproveitando a ida a Lisboa neste fim de semana prolongado, na segunda-feira ao ir ao C.C. Vasco da Gama, uma visita à maior livraria do país - a Bertrand - era obrigatório.

São 70.000 titúlos dos mais variados autores e estilos literários.

Devo confessar que logo ao chegar, senti-me perdido. Nem sabia para onde me voltar. Tanto livro!

Depois deixei-me levar pelo chamariz das lombadas e dos livros em destaque e lá me deliciei durante mais ou menos 1 hora pegando em vários livros, lendo o resumo ou algo sobre o autor e voltando a colocá-los no lugar.

Comprei A Pianista da escritora Elfriede Jelinek galardoada com o prémio Nobel da Literatura 2004, Árvore sem Voz de Daniel Sampaio e o best seller O Código Da Vinci de Dan Brown.

quinta-feira, outubro 28, 2004

Livro Lido - "Surpreendido pela Alegria"

Para quem é menos familiarizado com literatura, C.S. Lewis é um nome desconhecido. Para os outros, C.S. Lewis aparece significativamente no nosso universo literário contemporâneo como um autor cristão - não porque chamava a si esse nome, mas pela fé e vivência diária dos ensinos de Cristo que a partir de determinada altura passaram a ser uma realidade na sua vida.
C.S. Lewis (1898-1963) foi escritor e professor de literatura em Oxford. Surpreendido pela Alegria é um dos resultados do trabalho da sua "pena". Trata-se de uma biografia, não centrada numa série de situações concretas como se de um relato objectivo se tratasse; trata-se antes de uma jornada pelo subjectivo que nos permite identificar a caminhada de fé do autor.
Sendo um ávido leitor e apaixonado pela literatura, neste seu relato da sua jornada árdua do ateísmo ao cristianismo, Lewis faz inúmeras referências a personagens e situações encontrados em livros que leu, bem como a autores cristãos ou não, que ao longo da sua vida o foram influenciando. Muitos, sem Lewis o perceber, foram usados por Deus, para moldar o seu pensamento e atrair Lewis ao cristianismo segundo a Bíblia.

quarta-feira, outubro 27, 2004

O que os anos 90 nos fizeram

Já faz mais de um ano que recebi um e-mail com o título deste post. Tem um "quê" de graça mas também nos leva a reflectir sobre a realidade em que vivemos - no que a nossa vida se tornou, nomeadamente a maneira como comunicamos e existimos hoje em dia na nossa sociedade. Para que fique para a posteridade aqui fica o texto desse e-mail:

"Querem saber o que os anos 90 fizeram connosco?

1. Em vez de falarmos ao telefone, mandamos mensagens SMS com os telemóveis;

2. Não jogamos paciências com cartas verdadeiras há anos;

3. Perguntamos, via e-mail, ao nosso colega ao lado se tem vontade de tomar um cafézinho e ele responde por e-mail: "dá-me cinco minutos..";

4. Temos 15 números de telefone diferentes para contactar uma família de 3 pessoas;

5. Surfamos e contactamos via chats várias vezes por dia desconhecidos pelo mundo inteiro (Europa, Ásia, etc.) mas não falamos nenhuma vez com o nosso vizinho do lado este ano;

6. Compramos um PC novo e uma semana depois já está ultrapassado;

7. O motivo pelo qual perdemos o contacto com amigos e colegas é porque eles têm um novo endereço de e-mail;

8. Não sabemos o preço de uma carta comum, nem quanto custa um selo para Coimbra;

9. O nosso conceito de organização é ter vários bloquinhos de Post-It de cores diferentes;

10. A maioria das piadas que conhecemos, recebemos por e-mail;

11. Dizemos o nome da empresa onde trabalhamos quando atendemos o telefone na nossa própria casa;

12. Digitamos o "0" para telefonar de casa;

13. Sentamo-nos há 4 anos no mesmo escritório e já trabalhámos para 3 empresas diferentes;

14. Vamos para o trabalho quando ainda está escuro, e voltamos para casa quando já escureceu de novo;

15. Os nossos pais apresentam-nos aos amigos assim: "ele trabalha com computadores...";

16. Lemos esta texto, esboçamos um sorriso e balançamos positivamente a cabeça em quase todos os pontos;

17. E já estamos a pensar a quem vamos enviar este e-mail..."

segunda-feira, outubro 25, 2004

"O Papagaio Azul"

é o nome de um blog recente mas muito interessante. Interessante por ser escrito, não por adultos, mas por crianças. A evidência de que a blogosfera pertence a todos sem excepção, até aos mais pequenos. Apoiando a iniciativa, acrescento um link na coluna do lado.

Breve Poesia

A ideia original de juntar a poesia breve e simples à tecnologia dos nossos dias levou a isto.

domingo, outubro 24, 2004

Pensamento

Faz algum tempo, uma pessoa amiga enviou-me por e-mail uma frase / pensamento que gravei no disco, e também na pasta "gravadas e por reencaminhar" que tenho no Outlook Express (nesta pasta coloco aqueles e-mails interessantes que após gravados podem ser reencaminhados para os que constam da minha lista de contactos). Ao dar uma vista de olhos pelos mais de 400 e-mails (!) que lá se encontram, dei com essa frase que é a seguinte:

Nunca desistas de um 'SONHO', se não houver numa pastelaria, vai a outra!

quarta-feira, outubro 20, 2004

Estas palavras

deveriam ter sido escritas ontem, mas como a sensação a que respeitam ainda permanece comigo não quero deixar de aqui as registar:

"Ontem cheguei bem tarde a casa, vindo de um jantar comemorativo do nascimento da filha de um colega de trabalho. Pouco passava das 6 da manhã e acordei com o barulho da chuva batendo na varanda do meu quarto. Deliciei-me com aqueles momentos em que estando desperto optei por ficar mais uns minutos enroscando-me nas mantas ouvindo a chuva a cair, enquanto crescia em mim aquela sensação saborosa de início que experimento no começo de mais um dia."

segunda-feira, outubro 18, 2004

Ideias - a frase

Comentando o post anterior, o Asulado lembra que a frase é "Pessoas inteligentes discutem ideias, pessoas comuns discutem coisas, e pessoas mesquinhas discutem pessoas."

domingo, outubro 17, 2004

Ideias

Já faz alguns anos que alguém me enviou um e-mail que dizia qualquer coisa como "Pessoas medíocres discutem sobre os outros, pessoas inteligentes discutem ideias." A frase não era apenas assim, tinha mais qualquer coisa que agora não me recordo (e acabei de procurar nos meus arquivos informáticos e não encontro o e-mail em que me enviaram essa frase). Se alguém me fizer o favor de a enviar para o endereço de e-mail deste blog, agradeço. Prosseguindo.
Não quero aqui presumir da minha inteligência, quero apenas manifestar o meu agrado pelo facto de existirem na nossa vida (poucos) amigos com quem podemos discutir ideias, e não apenas banalidades. Amigos assim são raros, muito raros mas existem. Graças a Deus por eles.

quinta-feira, outubro 14, 2004

Early Blogging

A responsabilidade da tolerância é daqueles que têm mais sabedoria. - George Eliot

*

Bom dia!

segunda-feira, outubro 11, 2004

Não posso

deixar de registar aqui as palavras do investigador português na área da Medicina, Jorge Guimarães, que li ainda há pouco. "As pessoas podem fazer mais por si próprias do que eu ou qualquer outro cientista. Se deixarem de fumar, conduzirem devagar e comerem saudavelmente." Não é esta uma verdade tão simples mas tão verdadeira?
Penso nestas palavras e vejo como o ser humano sempre tenta responsabilizar os outros por aquilo que não lhe vai tão bem. No fundo, o caminho da facilidade. É, por vezes, mais fácil procurar ajuda junto de alguém do que eu próprio fazer alguma coisa por mim. Talvez uma atitude arraigada numa convicção pessoal da nossa incapacidade de alcançarmos bons resultados com o esforço que aplicamos.
Uns há cuja atitude independente é notória e inspira a quem observa, outros que até entristece de tão pouca confiança que têm na capacidade que a todos Deus deu de nos esforçarmos e alcançarmos resultados.

quinta-feira, setembro 30, 2004

Contos

Descobri recentemente a maravilha do conto. Tudo começou com uma recomendação feita por José Pacheco Pereira quando comentava no Jornal da Noite na SIC aos Domingos à noite. A recomedação era sobre uma revista de contos chamada Ficções. Fui ao site dessa revista, fiquei a conhecer o projecto e foi desperta em mim a curiosidade por este género literário. Desde essa altura até agora, já adquiri alguns exemplares da revista Ficções bem como outros livros de contos. E estou encantado com o casamento que tenho encontrado entre a ficção e a brevidade.
Quando me apetece ler ficção que não seja um longo romance, posso ler um conto.
Quando estou a ler um romance, mas apetece-me variar a história, posso ler um conto.
Quando tenho apenas alguns minutos para ler, posso ler um conto.
Quando tenho muito tempo para ler, posso ler dois, três ou mais contos.
Pela sua brevidade, este género literário, considerado por alguns de somenos importância, pode atrair à leitura aqueles que não têm paciência nem tempo para ler um livro completo.
Saber escrever um conto é uma arte tão bela como escrever um romance porque, como diz Clara Ferreira Alves, um romance não é senão um conjunto de contos.

terça-feira, setembro 28, 2004

Early Blogging

“Aqui termina o mundo”, diz o cego ao tocar na parede. - Provérbio grego

*

Bom dia!

segunda-feira, setembro 27, 2004

Early Blogging

Sê paciente; espera
que a palavra amadureça
e se desprenda como um fruto
ao passar o vento que a mereça.

(Eugénio de Andrade)

*

Bom dia!

domingo, setembro 26, 2004

Que magnífico

fim de tarde, o de hoje! A temperatura estava amena, uma leve neblina pairava sobre a água do mar, não sem uma certa humidade um pouco fora do normal para esta altura do ano. O sol já na sua força decadente iluminava sem ferir, o vento soprava em outro lugar qualquer que não ali. E a nós, era-nos dado desfrutar de uma paz reinante neste fim de tarde de Setembro.

Palavras menos comuns

Li recentemente o conto Agosto Azul de Manuel Teixeira Gomes e deparei-me com uma série de palavras menos comuns na nossa linguagem do dia a dia. Eis algumas:

amodorra-se,
paneiros,
haurimos,
irrefragável,
surriola,
chusma,
imberbes,
inchario,
marujama,
glabro,
drapeje,
esmo,
carcomidas,
brunidos,
umbroso,
remanso,
lôbregas,
glaucas,
arminhos,
congro,
coleia,
recrudescem,
cambraias.

quinta-feira, setembro 16, 2004

Early Blogging


"Se"

Se tanto me dói que as coisas passem
É porque cada instante em mim foi vivo
Na luta por um bem definitivo
Em que as coisas de amor se eternizassem.

(Sophia de Mello Breyner Andresen)

*

Bom dia!

quarta-feira, setembro 15, 2004

Early Blogging


Eu sou a concha das praias
Que anda batida da onda
E, de vaga em outra vaga,
Não tem aonde se esconda.
Mas se um menino, da areia
A colher e a for guardar
No seio... ali adormece
E é ali seu descansar.
Pois sou a concha da praia
Que anda batida da onda...
Sê tu esse seio infante,
Aonde a triste se esconda!

Eu sou quem vaga perdido,
Sob o sol, com passo incerto,
Contando por suas dores
As areias do deserto.
Mas se um palmar, no horizonte,
Se vê, súbito, surgir,
Tem ali a tenda e a fonte
E é ali o seu dormir.
Pois sou quem vaga perdido,
Sob o sol, com passo incerto...
Sê tu sombra de palmeira,
Sê-me tenda no deserto!

Sou o peito sequioso
E o viúvo coração,
Que em vão chama, em vão procura
Outro peito, seu irmão.
Mas se avista, um dia, a alma
Por quem andou a chamar,
Tem ali ninho e ventura
E é ali o seu amar.
Pois sou quem anda chorando
À procura dum irmão...
Sê tu a alma que me fale,
Inda uma hora ao coração!

(Antero de Quental)

*

Bom dia!

terça-feira, setembro 14, 2004

Curiosidade

O som que ouvimos quando encostamos um búzio ao ouvido não é mais do que o eco da nossa própria corrente sanguínea. Fantástico, não é?

Curiosidade

O som que ouvimos quando encostamos um búzio ao ouvido não é mais do que o eco da nossa própria corrente sanguínea. Fantástico, não é?

segunda-feira, setembro 13, 2004

Early Blogging

“Pensa como um sábio mas exprime-te como um homem comum.” (William Butler Yeats)



“Alguns problemas da vida são para serem resolvidos, outros são para serem suportados.” (Desconhecido)



“É melhor ficar esgotado do que enferrujado.” (George Whitefield)



“É bom contentarmo-nos com o que temos, mas nunca com o que somos.” (James Machintosh)



*



Bom dia!

Early Blogging

“Pensa como um sábio mas exprime-te como um homem comum.” (William Butler Yeats)

“Alguns problemas da vida são para serem resolvidos, outros são para serem suportados.” (Desconhecido)

“É melhor ficar esgotado do que enferrujado.” (George Whitefield)

“É bom contentarmo-nos com o que temos, mas nunca com o que somos.” (James Machintosh)

*

Bom dia!

sexta-feira, setembro 10, 2004

Early Blogging



Os versos que te fiz



Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem para te dizer!

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.



Tem dolência de veludos caros,

São como sedas pálidas a arder...

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que foram feitos pra te endoidecer!



Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...

Que a boca da mulher é sempre linda

Se dentro guarda um verso que não diz!



Amo-te tanto! E nunca te beijei...

E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

Guardo os versos mais lindos que te fiz!



(Florbela Espanca)



*



Bom dia!

Early Blogging


Os versos que te fiz

Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que a minha boca tem para te dizer!
São talhados em mármore de Paros
Cinzelados por mim pra te oferecer.

Tem dolência de veludos caros,
São como sedas pálidas a arder...
Deixa dizer-te os lindos versos raros
Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda...
Que a boca da mulher é sempre linda
Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto! E nunca te beijei...
E nesse beijo, Amor, que eu te não dei
Guardo os versos mais lindos que te fiz!

(Florbela Espanca)

*

Bom dia!

quarta-feira, setembro 08, 2004

Literatura portuguesa

Reconheço que as minhas leituras e cultura literária sofrem de um défice no que respeita a literatura portuguesa. Apercebi-me disso há pouco tempo ao ler este post no Abrupto sobre Os Vinte Livros Portugueses.

Para aqueles que, tal como eu precisam de alguma ajuda para descobrir a nossa vasta riqueza literária, eis uma selecção de obras escritas exclusivamente por portugueses. Um trabalho de Fernando Pinto de Amaral, que tem como home page a página do Instituto Camões.

Literatura portuguesa

Reconheço que as minhas leituras e cultura literária sofrem de um défice no que respeita a literatura portuguesa. Apercebi-me disso há pouco tempo ao ler este post no Abrupto sobre Os Vinte Livros Portugueses.
Para aqueles que, tal como eu precisam de alguma ajuda para descobrir a nossa vasta riqueza literária, eis uma selecção de obras escritas exclusivamente por portugueses. Um trabalho de Fernando Pinto de Amaral, que tem como home page a página do Instituto Camões.

quarta-feira, agosto 25, 2004

Outro blog

Acabei de ler sobre a razão de ser do mil e um pequenas historias. Gostei. E, sendo assim, na coluna do lado acrescento um link para esse blog.

Outro blog

Acabei de ler sobre a razão de ser do mil e um pequenas historias. Gostei. E, sendo assim, na coluna do lado acrescento um link para esse blog.

Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré

Este provérbio popular é o sub-título de um artigo de opinião que JPP estreou na Sábado da semana passada.

Fez-me pensar este provérbio. Não há dúvida que, como muitos outros ditos do nosso povo, este tem muita sabedoria. Não há dúvida que quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré. E, acrescento eu, quão ridículo é ver quem nasceu para lagartixa fazer tudo e mais alguma coisa para de alguma maneira chegar a jacaré. Quase patético por vezes.

Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré

Este provérbio popular é o sub-título de um artigo de opinião que JPP estreou na Sábado da semana passada.
Fez-me pensar este provérbio. Não há dúvida que, como muitos outros ditos do nosso povo, este tem muita sabedoria. Não há dúvida que quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré. E, acrescento eu, quão ridículo é ver quem nasceu para lagartixa fazer tudo e mais alguma coisa para de alguma maneira chegar a jacaré. Quase patético por vezes.

segunda-feira, agosto 23, 2004

Early Blogging

Procura a maravilha.



Onde um beijo sabe

a barcos e bruma.



No brilho redondo

e jovem dos joelhos.



Na noite inclinada

de melancolia.



Procura.



Procura a maravilha.



(Eugénio de Andrade)



*



Bom dia!

Early Blogging

Procura a maravilha.

Onde um beijo sabe
a barcos e bruma.

No brilho redondo
e jovem dos joelhos.

Na noite inclinada
de melancolia.

Procura.

Procura a maravilha.

(Eugénio de Andrade)

*

Bom dia!

sábado, agosto 21, 2004

Curiosidade

No Sri Lanka, abanar a cabeça para os lados quer dizer sim e de cima para baixo quer dizer não. Que riqueza de costumes e culturas neste mundo em que vivemos!

Curiosidade

No Sri Lanka, abanar a cabeça para os lados quer dizer sim e de cima para baixo quer dizer não. Que riqueza de costumes e culturas neste mundo em que vivemos!

quinta-feira, agosto 19, 2004

Early Blogging

Amor é um fogo que arde sem se ver,

é ferida que dói, e não se sente;

é um contentamento descontente,

é dor que desatina sem doer.



É um não querer mais que bem querer;

é um andar solitário entre a gente;

é nunca contentar-se de contente;

é um cuidar que se ganha em se perder.



É querer estar preso por vontade;

é servir a quem vence, o vencedor;

é ter com quem nos mata, lealdade.



Mas como causar pode seu favor

nos corações humanos amizade,

se tão contrário a si é o mesmo Amor?



(Luís de Camões)



*



Depois de alguns dias com visitas cá por casa (quando se vive no Algarve estamos muito sujeitos a isto) ocupando aqui o meu espaço no escritório, as minhas bloguices tiveram uns dias de descanso. A normalidade volta hoje. E eu também volto a este caderno.



*



Bom dia!

Early Blogging

Amor é um fogo que arde sem se ver,
é ferida que dói, e não se sente;
é um contentamento descontente,
é dor que desatina sem doer.

É um não querer mais que bem querer;
é um andar solitário entre a gente;
é nunca contentar-se de contente;
é um cuidar que se ganha em se perder.

É querer estar preso por vontade;
é servir a quem vence, o vencedor;
é ter com quem nos mata, lealdade.

Mas como causar pode seu favor
nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?

(Luís de Camões)

*

Depois de alguns dias com visitas cá por casa (quando se vive no Algarve estamos muito sujeitos a isto) ocupando aqui o meu espaço no escritório, as minhas bloguices tiveram uns dias de descanso. A normalidade volta hoje. E eu também volto a este caderno.

*

Bom dia!

sexta-feira, agosto 13, 2004

Estado de espírito

Hoje, ao contrário de ontem, (Quase) gosto da vida que tenho já me diz mais.

Estado de espírito

Hoje, ao contrário de ontem, (Quase) gosto da vida que tenho já me diz mais.

Palavras ainda de Benjamim Franklin



Os credores tem melhor memória do que os devedores.

Palavras ainda de Benjamim Franklin


Os credores tem melhor memória do que os devedores.

Early Blogging



Um lavrador de pé é maior que um fidalgo de joelhos. - Benjamim Franklin



*



Bom dia!

Early Blogging


Um lavrador de pé é maior que um fidalgo de joelhos. - Benjamim Franklin

*

Bom dia!

No 5 Minutos

As palavras de Eugénio Andrade.

No 5 Minutos

As palavras de Eugénio Andrade.

quinta-feira, agosto 12, 2004

Estado de espírito

Recordo-me com frequência de dois títulos de Pedro Paixão, Quase gosto da vida que tenho e Viver todos os dias cansa. Hoje, este diz-me muito mais que aquele.

Estado de espírito

Recordo-me com frequência de dois títulos de Pedro Paixão, Quase gosto da vida que tenho e Viver todos os dias cansa. Hoje, este diz-me muito mais que aquele.

quarta-feira, agosto 11, 2004

Early Blogging

É urgente o amor.

É urgente um barco no mar.



É urgente destruir certas palavras,

ódio, solidão e crueldade,

alguns lamentos,

muitas espadas.



É urgente inventar alegria,

multiplicar os beijos, as searas,

é urgente descobrir rosas e rios

e manhãs claras.



Cai o silêncio nos ombros e a luz

impura, até doer.

É urgente o amor, é urgente

permanecer.



(Eugénio de Andrade)



*



Bom dia!

Early Blogging

É urgente o amor.
É urgente um barco no mar.

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos,
muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

(Eugénio de Andrade)

*

Bom dia!

terça-feira, agosto 10, 2004

Early Blogging

E por vezes as noites duram meses

E por vezes os meses oceanos

E por vezes os braços que apertamos

nunca mais são os mesmos E por vezes



encontramos de nós em poucos meses

o que a noite nos fez em muitos anos

E por vezes fingimos que lembramos

E por vezes lembramos que por vezes



ao tomarmos o gosto aos oceanos

só o sarro das noites não dos meses

lá no fundo dos copos encontramos



E por vezes sorrimos ou choramos

E por vezes por vezes ah por vezes

num segundo se envolam tantos anos.



(David Mourão-Ferreira)



*



Bom dia!

Early Blogging

E por vezes as noites duram meses
E por vezes os meses oceanos
E por vezes os braços que apertamos
nunca mais são os mesmos E por vezes

encontramos de nós em poucos meses
o que a noite nos fez em muitos anos
E por vezes fingimos que lembramos
E por vezes lembramos que por vezes

ao tomarmos o gosto aos oceanos
só o sarro das noites não dos meses
lá no fundo dos copos encontramos

E por vezes sorrimos ou choramos
E por vezes por vezes ah por vezes
num segundo se envolam tantos anos.

(David Mourão-Ferreira)

*

Bom dia!

I Feira do Livro de Lagos #2

Já estive então na Feira do Livro de Lagos para gastar os tais "euritos". Comprei:

- Sou Um Escritor Frustrado de José Angel Mañas (Edições ASA);

- Só Lhes Deixaram As Roupas que Vestiam... de Alan Bennett (Edições ASA);

- Contos Apátridas de diversos autores (Edições ASA);

- Não Se Escolhe Quem se Ama de Joana Miranda (Editorial Presença);

e alguns livros infantis para a Débora.

Por mim, mais dinheiro tivesse mais gastaria em livros, mas aproveitando alguns descontos não gastei muito e penso ter feito boas compras.

I Feira do Livro de Lagos #2

Já estive então na Feira do Livro de Lagos para gastar os tais "euritos". Comprei:
- Sou Um Escritor Frustrado de José Angel Mañas (Edições ASA);
- Só Lhes Deixaram As Roupas que Vestiam... de Alan Bennett (Edições ASA);
- Contos Apátridas de diversos autores (Edições ASA);
- Não Se Escolhe Quem se Ama de Joana Miranda (Editorial Presença);
e alguns livros infantis para a Débora.
Por mim, mais dinheiro tivesse mais gastaria em livros, mas aproveitando alguns descontos não gastei muito e penso ter feito boas compras.

segunda-feira, agosto 09, 2004

Early Blogging

Às vezes, parece que a vida não é mais do que um teste para nossa paciência e resistência.



Há dias em que a alegria já acorda em nossa companhia; e há dias em que levantamos sem ânimo, sem mesmo saber para quê, pois até a esperança de felicidade parece extinguir-se.



O cansaço e a desesperança atacam a todos, sem excepção; e há os que sucumbem e se rendem à vida, abandonando a luta e aceitando a derrota.



Que tu não sejas um destes e acordes, hoje, como um bravo; alguém a quem a vida, muitas vezes, não oferece nada, nem mesmo a esperança - mas que, mesmo assim, cerra os dentes, levanta, reage e luta!



Que acordes como um valente, de quem o destino pode tirar os sentidos e a respiração, mas não pode tirar a coragem.



Pois, se a vida nos testa, mostremos a ela que nosso corpo pode ser frágil, mas que nossa alma é de aço.



E que a espinha de um bravo verga, mas não quebra!



(Autor desconhecido)



*



Bom dia!

Early Blogging

Às vezes, parece que a vida não é mais do que um teste para nossa paciência e resistência.

Há dias em que a alegria já acorda em nossa companhia; e há dias em que levantamos sem ânimo, sem mesmo saber para quê, pois até a esperança de felicidade parece extinguir-se.

O cansaço e a desesperança atacam a todos, sem excepção; e há os que sucumbem e se rendem à vida, abandonando a luta e aceitando a derrota.

Que tu não sejas um destes e acordes, hoje, como um bravo; alguém a quem a vida, muitas vezes, não oferece nada, nem mesmo a esperança - mas que, mesmo assim, cerra os dentes, levanta, reage e luta!

Que acordes como um valente, de quem o destino pode tirar os sentidos e a respiração, mas não pode tirar a coragem.

Pois, se a vida nos testa, mostremos a ela que nosso corpo pode ser frágil, mas que nossa alma é de aço.

E que a espinha de um bravo verga, mas não quebra!

(Autor desconhecido)

*

Bom dia!

sexta-feira, agosto 06, 2004

I Feira do Livro de Lagos

À semelhança do que já acontece noutras cidades algarvias, como Olhão e Faro, em Lagos realiza-se pela primeira vez este ano a Feira do Livro, que teve hoje o seu início. Estive lá ainda à pouco, mas a "piquena" não nos deixou ver nada de jeito. Até dia 22 lá voltarei, para deixar lá uns "euritos" em troca de alguns exemplares desta maravilha que é o livro.

I Feira do Livro de Lagos

À semelhança do que já acontece noutras cidades algarvias, como Olhão e Faro, em Lagos realiza-se pela primeira vez este ano a Feira do Livro, que teve hoje o seu início. Estive lá ainda à pouco, mas a "piquena" não nos deixou ver nada de jeito. Até dia 22 lá voltarei, para deixar lá uns "euritos" em troca de alguns exemplares desta maravilha que é o livro.

Aconteceu

há precisamente 59 anos um dos maiores actos da barbárie humana - o lançamento da bomba atómica em Hiroxima.

A bomba foi lançada pela Força Aérea dos Estados Unidos da América. A maior parte da cidade ficou destruída e estima-se que o número de mortos esteja compreendido entre 70 000 e 80 000. Muitos foram perecendo ao longo dos anos devido aos efeitos fatais das radiações e das intoxicações.

Aconteceu

há precisamente 59 anos um dos maiores actos da barbárie humana - o lançamento da bomba atómica em Hiroxima.
A bomba foi lançada pela Força Aérea dos Estados Unidos da América. A maior parte da cidade ficou destruída e estima-se que o número de mortos esteja compreendido entre 70 000 e 80 000. Muitos foram perecendo ao longo dos anos devido aos efeitos fatais das radiações e das intoxicações.

Early Blogging

Também eu quero abrir-te e semear

Um grão de poesia no teu seio!

Anda tudo a lavrar,

Tudo a enterrar centeio,

E são horas de eu pôr a germinar

A semente dos versos que granjeio.



Na seara madura de amanhã

Sem fronteiras nem dono,

Há de existir a praga da milhã,

A volúpia do sono

Da papoula vermelha e temporã,

E o alegre abandono

De uma cigarra vã.



Mas das asas que agite,

O poema que cante

Será graça e limite

Do pendão que levante

A fé que a tua força ressuscite!



Casou-nos Deus, o mito!

E cada imagem que me vem

É um gomo teu, ou um grito

Que eu apenas repito

Na melodia que o poema tem.



Terra, minha aliada

Na criação!

Seja fecunda a vessada,

Seja à tona do chão,

Nada fecundas, nada,

Que eu não fermente também de inspiração!



E por isso te rasgo de magia

E te lanço nos braços a colheita

Que hás de parir depois...

Poesia desfeita,

Fruto maduro de nós dois.



Terra, minha mulher!

Um amor é o aceno,

Outro a quentura que se quer

Dentro dum corpo nu, moreno!



A charrua das leivas não concebe

Uma bolota que não dê carvalhos;

A minha, planta orvalhos...

Água que a manhã bebe

No pudor dos atalhos.



Terra, minha canção!

Ode de pólo a pólo erguida

Pela beleza que não sabe a pão

Mas ao gosto da vida!



(Miguel Torga)



*



Bom dia!

Early Blogging

Também eu quero abrir-te e semear
Um grão de poesia no teu seio!
Anda tudo a lavrar,
Tudo a enterrar centeio,
E são horas de eu pôr a germinar
A semente dos versos que granjeio.

Na seara madura de amanhã
Sem fronteiras nem dono,
Há de existir a praga da milhã,
A volúpia do sono
Da papoula vermelha e temporã,
E o alegre abandono
De uma cigarra vã.

Mas das asas que agite,
O poema que cante
Será graça e limite
Do pendão que levante
A fé que a tua força ressuscite!

Casou-nos Deus, o mito!
E cada imagem que me vem
É um gomo teu, ou um grito
Que eu apenas repito
Na melodia que o poema tem.

Terra, minha aliada
Na criação!
Seja fecunda a vessada,
Seja à tona do chão,
Nada fecundas, nada,
Que eu não fermente também de inspiração!

E por isso te rasgo de magia
E te lanço nos braços a colheita
Que hás de parir depois...
Poesia desfeita,
Fruto maduro de nós dois.

Terra, minha mulher!
Um amor é o aceno,
Outro a quentura que se quer
Dentro dum corpo nu, moreno!

A charrua das leivas não concebe
Uma bolota que não dê carvalhos;
A minha, planta orvalhos...
Água que a manhã bebe
No pudor dos atalhos.

Terra, minha canção!
Ode de pólo a pólo erguida
Pela beleza que não sabe a pão
Mas ao gosto da vida!

(Miguel Torga)

*

Bom dia!

quinta-feira, agosto 05, 2004

Early Blogging

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior

Do que os homens! Morder como quem beija!

É ser mendigo e dar como quem seja

Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!



É ter de mil desejos o esplendor

E não saber sequer que se deseja!

É ter cá dentro um astro que flameja,

É ter garras e asas de condor!



É ter fome, é ter sede de Infinito!

Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...

É condensar o mundo num só grito!



E é amar-te, assim, perdidamente...

É seres alma, e sangue, e vida em mim

E dizê-lo cantando a toda a gente!



(Florbela Espanca)



*



Bom dia!

Early Blogging

Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!

É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
É condensar o mundo num só grito!

E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

(Florbela Espanca)

*

Bom dia!

Outro blog

Aos que gostam especialmente de lindas fotografias da natureza, recomendo este blog. Devo avisar que demora um pouco a carregar a página completa, dado o tamanho das fotografias lá colocadas, mas vale a pena pela beleza de cada uma. Parabéns à Annie Hall.

Outro blog

Aos que gostam especialmente de lindas fotografias da natureza, recomendo este blog. Devo avisar que demora um pouco a carregar a página completa, dado o tamanho das fotografias lá colocadas, mas vale a pena pela beleza de cada uma. Parabéns à Annie Hall.

Notícia sobre a Blogosfera

"Em cada 5,8 segundos nasce um novo blog. Ou seja, entre oito a 17 mil novos blogs enriquecem diariamente a blogosfera mundial, contabiliza um estudo do Massachusetts Institute of Technology (MIT), publicado em 2003. Quantos existem actualmente? Mais de cinco milhões afirmam os especialistas, prognosticando que até ao final de 2004 existirão mais de 10 milhões de blogonautas. Entre eles, adolescentes, académicos, profissionais liberais, políticos, desportistas, donas de casa, crentes, descrentes, nostálgicos, activistas, solitários... A blogosfera é uma amostra do que se passa, se diz e se sente no planeta. "It's a blog world after all", escrevia a revista "Fast Company" na sua edição de Abril de 2004."



(Excerto de uma notícia no Jornal de Negócios de 2004/08/03)

quarta-feira, agosto 04, 2004

Early Blogging

E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.

Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.

Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.



(Fernando Pessoa)



*



Bom dia!

Early Blogging

E eu gosto tanto dela que não sei como a desejar.
Se a não vejo, imagino-a e sou forte como as árvores altas.
Mas se a vejo tremo, não sei o que é feito do que sinto na ausência dela.

(Fernando Pessoa)

*

Bom dia!

terça-feira, agosto 03, 2004

Early Blogging

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,

muda-se o ser, muda-se a confiança;

todo o Mundo é composto de mudança,

tomando sempre novas qualidades.



Continuamente vemos novidades,

diferentes em tudo da esperança;

do mal ficam as mágoas na lembrança,

e do bem (se algum houve), as saudades.



O tempo cobre o chão de verde manto,

que já coberto foi de neve fria,

e, enfim, converte em choro o doce canto.



E, afora este mudar-se cada dia,

outra mudança faz de mor espanto,

que não se muda já como soía.



(Luís de Camões)



*



Gostei deste texto.



*



Bom dia!

Early Blogging

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
muda-se o ser, muda-se a confiança;
todo o Mundo é composto de mudança,
tomando sempre novas qualidades.

Continuamente vemos novidades,
diferentes em tudo da esperança;
do mal ficam as mágoas na lembrança,
e do bem (se algum houve), as saudades.

O tempo cobre o chão de verde manto,
que já coberto foi de neve fria,
e, enfim, converte em choro o doce canto.

E, afora este mudar-se cada dia,
outra mudança faz de mor espanto,
que não se muda já como soía.

(Luís de Camões)

*

Gostei deste texto.

*

Bom dia!

quinta-feira, julho 29, 2004

O Valor da Vida Humana

Jesus nos diz “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho unigénito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).

Este é um versículo bem conhecido no meio evangélico, pois encontramos nele de forma resumida o âmago do Evangelho e do plano de Deus para o Homem. No entanto, em meio a tantas vezes que o ouvimos ser mencionado e outras tantas que nós próprios o citamos, temos deixado escapar de nós algo de imenso significado para as nossas vidas.

Jesus fala sobre Deus amar “o mundo”. Podemos aqui perder o sentido de individualidade ou podemos compreender o grande amor de Deus (Deus ama todos no mundo) e perceber também que ao dizer-nos que Deus ama o mundo, Jesus está a mostrar-nos que o amor de Deus é incondicional (Deus ama a todos sem excepção).

Esta verdade deve trazer-nos uma consciência renovada do valor da vida humana. Num mundo em que as pessoas valem por aquilo que produzem e conseguem alcançar, como cristãos devemos lembrar e mostrar que somos amados por Deus à parte de tudo isso. Por vezes, nas nossas próprias vidas somos levados a pensar que Deus irá amar-nos mais se fizermos isto ou aquilo, ou que Deus irá amar-nos menos se fizermos isto ou aquilo. Nada podia estar mais longe da verdade!

O amor de Deus é incondicional e estende-se a cada um de nós. Porque não deixá-lo hoje tocar a sua vida?

O Valor da Vida Humana

Jesus nos diz “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu filho unigénito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16).
Este é um versículo bem conhecido no meio evangélico, pois encontramos nele de forma resumida o âmago do Evangelho e do plano de Deus para o Homem. No entanto, em meio a tantas vezes que o ouvimos ser mencionado e outras tantas que nós próprios o citamos, temos deixado escapar de nós algo de imenso significado para as nossas vidas.
Jesus fala sobre Deus amar “o mundo”. Podemos aqui perder o sentido de individualidade ou podemos compreender o grande amor de Deus (Deus ama todos no mundo) e perceber também que ao dizer-nos que Deus ama o mundo, Jesus está a mostrar-nos que o amor de Deus é incondicional (Deus ama a todos sem excepção).
Esta verdade deve trazer-nos uma consciência renovada do valor da vida humana. Num mundo em que as pessoas valem por aquilo que produzem e conseguem alcançar, como cristãos devemos lembrar e mostrar que somos amados por Deus à parte de tudo isso. Por vezes, nas nossas próprias vidas somos levados a pensar que Deus irá amar-nos mais se fizermos isto ou aquilo, ou que Deus irá amar-nos menos se fizermos isto ou aquilo. Nada podia estar mais longe da verdade!
O amor de Deus é incondicional e estende-se a cada um de nós. Porque não deixá-lo hoje tocar a sua vida?

Early Blogging

Em ti o meu olhar fez-se alvorada,

E a minha voz fez-se gorgeio de ninho,

E a minha rubra boca apaixonada

Teve a frescura do linho

 

(Florbela Espanca)



*



Bom dia!

Early Blogging

Em ti o meu olhar fez-se alvorada,
E a minha voz fez-se gorgeio de ninho,
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura do linho
 
(Florbela Espanca)

*

Bom dia!

segunda-feira, julho 26, 2004

Sofreguidão

é a palavra que melhor descreve a maneira como devorei 1/4 de melancia ao almoço. Podia ter optado por uma simples sopa ou entremeada, mas não resisti à melancia bem vermelha que me saciou a sede e refrescou neste calor imenso que se faz sentir. A sobremesa foi uma fatia e meia de pão com mel.

Agora, vou trabalhar. Com mais gosto até do que o habitual, pela satisfação que encontrei neste almoço diferente mas tão gostoso.

Sofreguidão

é a palavra que melhor descreve a maneira como devorei 1/4 de melancia ao almoço. Podia ter optado por uma simples sopa ou entremeada, mas não resisti à melancia bem vermelha que me saciou a sede e refrescou neste calor imenso que se faz sentir. A sobremesa foi uma fatia e meia de pão com mel.
Agora, vou trabalhar. Com mais gosto até do que o habitual, pela satisfação que encontrei neste almoço diferente mas tão gostoso.

Que dias!

Parece que teremos este calor até quinta-feira... Isto nem oito nem oitenta...

Que dias!

Parece que teremos este calor até quinta-feira... Isto nem oito nem oitenta...

Early Blogging

Quando eu nasci,

ficou tudo como estava.

 

Nem homens cortaram veias,

nem o Sol escureceu,

nem houve Estrelas a mais...

Somente,

esquecida das dores,

a minha Mãe sorriu e agradeceu.

 

Quando eu nasci,

não houve nada de novo

senão eu.

 

As nuvens não se espantaram,

não enlouqueceu ninguém...

 

Pra que o dia fosse enorme,

bastava

toda a ternura que olhava

nos olhos de minha Mãe...

 

(Sebastião da Gama)



*



Bom dia!

Early Blogging

Quando eu nasci,
ficou tudo como estava.
 
Nem homens cortaram veias,
nem o Sol escureceu,
nem houve Estrelas a mais...
Somente,
esquecida das dores,
a minha Mãe sorriu e agradeceu.
 
Quando eu nasci,
não houve nada de novo
senão eu.
 
As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...
 
Pra que o dia fosse enorme,
bastava
toda a ternura que olhava
nos olhos de minha Mãe...
 
(Sebastião da Gama)

*

Bom dia!

sexta-feira, julho 23, 2004

Early Blogging

Eu, quando choro,

não choro eu.

Chora aquilo que nos homens

em todo o tempo sofreu.

As lágrimas são as minhas

mas o choro não é meu.



(António Gedeão)



*



Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.



(Fernando Pessoa)



*



Bom dia!

Early Blogging

Eu, quando choro,
não choro eu.
Chora aquilo que nos homens
em todo o tempo sofreu.
As lágrimas são as minhas
mas o choro não é meu.

(António Gedeão)

*

Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.

(Fernando Pessoa)

*

Bom dia!

quinta-feira, julho 22, 2004

Não deixem

de ler este texto.

Não deixem

de ler este texto.


Ilustração retirada de Bertrand Galimard Flavigny, Être Bibliophile - Petit Guide Pratique, Anglet, Atlantica, 2004


Ilustração retirada de Bertrand Galimard Flavigny, Être Bibliophile - Petit Guide Pratique, Anglet, Atlantica, 2004

Early Blogging

Não tenho ambições nem desejos.

ser poeta não é uma ambição minha. 

É a minha maneira de estar sózinho.



(Fernando Pessoa)



*



Bom dia!

Early Blogging

Não tenho ambições nem desejos.
ser poeta não é uma ambição minha. 
É a minha maneira de estar sózinho.

(Fernando Pessoa)

*

Bom dia!

quarta-feira, julho 21, 2004

Palavras antigas

Recentemente ao ler o conto A Morte do Lidador de Alexandre Herculano, o qual retrata uma batalha travada entre mouros e portugueses em Julho de 1170, deparei com palavras fora do meu vocabulário comum e que apelavam à minha pesquisa a fim de me lembrar ou descobrir o seu significado. Eis algumas:



murzelo,

lorigão,

toledana,

encanecido,

barbacã,

guante,

adarga,

chusma,

mourisma,

agarenos,

paveia,

coruchéus,

almuadem,

toada,

alfange,

alcantis,

almenaras,

tremedais,

coxote,

almogaures,

modorra,

arrebol,

sovereiro,

balções,

cervilheiras,

albornoz,

guantes,

tórculo,

menagem,

fraldão,

agareno,

beetria,

morrião,

açacalado,

estertor,

préstito.  

Palavras antigas

Recentemente ao ler o conto A Morte do Lidador de Alexandre Herculano, o qual retrata uma batalha travada entre mouros e portugueses em Julho de 1170, deparei com palavras fora do meu vocabulário comum e que apelavam à minha pesquisa a fim de me lembrar ou descobrir o seu significado. Eis algumas:

murzelo,
lorigão,
toledana,
encanecido,
barbacã,
guante,
adarga,
chusma,
mourisma,
agarenos,
paveia,
coruchéus,
almuadem,
toada,
alfange,
alcantis,
almenaras,
tremedais,
coxote,
almogaures,
modorra,
arrebol,
sovereiro,
balções,
cervilheiras,
albornoz,
guantes,
tórculo,
menagem,
fraldão,
agareno,
beetria,
morrião,
açacalado,
estertor,
préstito.  

Early Blogging

Mesmo que não conheças nem o mês nem o lugar

caminha para o mar pelo verão.



(Ruy Belo)



*



Bom dia!

Early Blogging

Mesmo que não conheças nem o mês nem o lugar
caminha para o mar pelo verão.

(Ruy Belo)

*

Bom dia!

terça-feira, julho 20, 2004

Early Blogging

À breve, azul cantilena

dos teus olhos quando anoitecem.

 

(Eugénio de Andrade)

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

À breve, azul cantilena
dos teus olhos quando anoitecem.
 
(Eugénio de Andrade)
 
*
 
Bom dia!

segunda-feira, julho 19, 2004

Early Blogging

Sei um ninho.

E o ninho tem um ovo. 

E o ovo, redondinho,

Tem lá dentro um passarinho

Novo.

 

Mas escusam de me atentar:

Nem o tiro, nem o ensino.

Quero ser um bom menino

E guardar

Este segredo comigo.

E ter depois um amigo

Que faça o pino

A voar...

 

(Miguel Torga)

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo. 
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.
 
Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
 
(Miguel Torga)
 
*
 
Bom dia!

sexta-feira, julho 16, 2004

Que manhã!

Que manhã a de hoje!

A luz e o brilho,

A frescura,

O calor que daqui a pouco se fará sentir,

A novidade de mais um dia,

A calma que ainda reina,

Mas que logo dará lugar à azáfama do trabalho,

Mais um início...

Oh! O gosto pela vida!

Que manhã!

Que manhã a de hoje!
A luz e o brilho,
A frescura,
O calor que daqui a pouco se fará sentir,
A novidade de mais um dia,
A calma que ainda reina,
Mas que logo dará lugar à azáfama do trabalho,
Mais um início...
Oh! O gosto pela vida!

Early Blogging

A Flor do Sonho, alvíssima, divina,

Miraculosamente abriu em mim,

Como se uma magnólia de cetim,

Fosse florir num muro todo em ruína.

 

Pende em meu seio a haste branda e fina

E não posso entender como é que, enfim,

Essa tão rara flor abriu assim! ...

Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...

 

Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,

Que tem que sejam tristes os meus olhos

Se eles são tristes pelo amor de ti?!...

 

Desde que em mim nasceste em noite calma,

Voou ao longe a asa da minh'alma

E nunca, nunca mais eu me entendi...


 

(Florbela Espanca)

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

A Flor do Sonho, alvíssima, divina,
Miraculosamente abriu em mim,
Como se uma magnólia de cetim,
Fosse florir num muro todo em ruína.
 
Pende em meu seio a haste branda e fina
E não posso entender como é que, enfim,
Essa tão rara flor abriu assim! ...
Milagre... fantasia... ou, talvez, sina...
 
Ó Flor que em mim nasceste sem abrolhos,
Que tem que sejam tristes os meus olhos
Se eles são tristes pelo amor de ti?!...
 
Desde que em mim nasceste em noite calma,
Voou ao longe a asa da minh'alma
E nunca, nunca mais eu me entendi...

 
(Florbela Espanca)
 
*
 
Bom dia!

quinta-feira, julho 15, 2004

Livros





"Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir." - Francis Bacon

Livros



"Há livros de que apenas é preciso provar, outros que têm de se devorar, outros, enfim, mas são poucos, que se tornam indispensáveis, por assim dizer, mastigar e digerir." - Francis Bacon

Early Blogging

"Não conheço nenhuma excepção a esta regra: custa menos comprar o leite do que ter uma vaca." (Samuel Butler)



"Picamos sempre o cavalo que galopa." (Plínio, O Velho)



"O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida." (Albert Einstein)



"O verdadeiro mérito é como os rios: quanto mais profundo, menos ruído faz." (Halifax)



"Um livro é um mundo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." (Padre António Vieira)

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

"Não conheço nenhuma excepção a esta regra: custa menos comprar o leite do que ter uma vaca." (Samuel Butler)

"Picamos sempre o cavalo que galopa." (Plínio, O Velho)

"O estudo em geral, a busca da verdade e da beleza são domínios em que nos é consentido ficar crianças toda a vida." (Albert Einstein)

"O verdadeiro mérito é como os rios: quanto mais profundo, menos ruído faz." (Halifax)

"Um livro é um mundo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." (Padre António Vieira)
 
*
 
Bom dia!

terça-feira, julho 13, 2004

Citação

Deixar de fumar é a coisa mais fácil do mundo. Sei muito bem do que se trata, já o fiz cinquenta vezes. - Mark Twain

Citação

Deixar de fumar é a coisa mais fácil do mundo. Sei muito bem do que se trata, já o fiz cinquenta vezes. - Mark Twain

segunda-feira, julho 12, 2004

Poema

Mal nos conhecemos

Inauguramos a palavra amigo!

Amigo é um sorriso

De boca em boca,

Um olhar bem limpo

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.

Um coração pronto a pulsar

Na nossa mão!

Amigo (recordam-se, vocês aí,

Escrupulosos detritos?)

Amigo é o contrário de inimigo!

Amigo é o erro corrigido,

Não o erro perseguido, explorado.

É a verdade partilhada, praticada.

Amigo é a solidão derrotada!

Amigo é uma grande tarefa,

Um trabalho sem fim,

Um espaço útil, um tempo fértil,

Amigo vai ser, é já uma grande festa!




(Alexandre O'Neill)

Poema

Mal nos conhecemos
Inauguramos a palavra amigo!
Amigo é um sorriso
De boca em boca,
Um olhar bem limpo
Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!
Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!
Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.
Amigo é a solidão derrotada!
Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!


(Alexandre O'Neill)

domingo, julho 11, 2004

Ensinando a criança a gostar de livros

Sou um defensor ferrenho da leitura, pois penso que não apenas tem a faculdade de nos relaxar como também nos torna mais completos e mais sabedores.

O gosto pela leitura pode ser ensinado. Olho para o meu próprio crescimento e percebo que o gosto por livros me foi incutido pelo meu pai, seja pelos seus livros que estavam à minha disposição, seja pelas histórias que nos contava antes de eu e o meu irmão dormirmos, estimulando assim o nosso imaginário pelo poder das palavras.

Tomar gosto pela leitura e pelos livros desde cedo pode ser uma mais valia não apenas pelo acréscimo de sabedoria que isso pode trazer, mas também porque ajuda a desenvolver a compreensão e facilita o relacionamento da criança futuramente com os livros escolares.

Tomo assim a liberdade, citando da revista Sábado, de aqui registar maneiras de ensinar a criança a gostar de livros:



1- Dê-lhes livros para manusear desde bebés. Há livros adequados, em pano e cartão, com os quais se habituam a descobrir "coisas".



2- Mesmo que pense que eles não percebem, leia-lhes histórias. Se for preciso dramatize, imitando vozes e sons de animais.



3- Cante-lhes lengalengas, que são fáceis de entrar no ouvido.



4- À medida que crescem, faça associações entre os desenhos animados e os livros. A televisão cativa-os mais, por isso dê-lhes livros com as histórias que eles vêem na TV.



5- Mostre-lhes como é bom manusear um livro e volte atrás nas páginas sempre que necessário.



6- Ofereça-lhes livros. Habitue-os a gostar de descobrir as histórias que vêm lá dentro.



7- Faça a pequena biblioteca dos seus filhos, arrumando os livros em prateleiras ao seu alcance.



8- Acima de tudo: dê o exemplo e leia você também.

quinta-feira, julho 08, 2004

Obrigado

 

Obrigado

 

Francis Bacon

Tinha lido algures e achado interessante a frase que serve de sub título a este blog, mas nada sabia sobre o seu autor. Já descobri.

Francis Bacon

Tinha lido algures e achado interessante a frase que serve de sub título a este blog, mas nada sabia sobre o seu autor. Já descobri.

Early Blogging

"A poesia não me pede propriamente uma especialização pois a sua arte é a arte do ser. Também não é tempo ou trabalho o que a poesia me pede. Nem me pede uma ciência, nem uma estética, nem uma teoria. Pede-me antes a inteireza do meu ser, uma consciência mais funda do que a minha inteligência, uma fidelidade mais pura do que aquela que eu posso controlar. Pede-me uma intransigência sem lacuna. Pede-me que arranque da minha vida que se quebra, gasta, corrompe e dilui uma túnica sem costura. Pede-me que viva atenta como uma antena, pede-me que viva sempre, que nunca durma, que nunca me esqueça. Pede-me uma obstinação sem tréguas, densa e compacta..."



(Sophia de Mello Breyner Andresen, Arte Poética II)

 

*

 

Bom dia! 



Early Blogging

"A poesia não me pede propriamente uma especialização pois a sua arte é a arte do ser. Também não é tempo ou trabalho o que a poesia me pede. Nem me pede uma ciência, nem uma estética, nem uma teoria. Pede-me antes a inteireza do meu ser, uma consciência mais funda do que a minha inteligência, uma fidelidade mais pura do que aquela que eu posso controlar. Pede-me uma intransigência sem lacuna. Pede-me que arranque da minha vida que se quebra, gasta, corrompe e dilui uma túnica sem costura. Pede-me que viva atenta como uma antena, pede-me que viva sempre, que nunca durma, que nunca me esqueça. Pede-me uma obstinação sem tréguas, densa e compacta..."

(Sophia de Mello Breyner Andresen, Arte Poética II)
 
*
 
Bom dia! 

quarta-feira, julho 07, 2004

lembra-te

Lembra-te

que todos os momentos

que nos coroaram

todas as estradas

radiosas que abrimos

irão achando sem fim

seu ansioso lugar

seu botão de florir

o horizonte

e que dessa procura

extenuante e precisa

não teremos sinal

senão o de saber

que irá por onde fomos

um para o outro

vividos




(Mário Cesariny)

lembra-te

Lembra-te
que todos os momentos
que nos coroaram
todas as estradas
radiosas que abrimos
irão achando sem fim
seu ansioso lugar
seu botão de florir
o horizonte
e que dessa procura
extenuante e precisa
não teremos sinal
senão o de saber
que irá por onde fomos
um para o outro
vividos


(Mário Cesariny)

Early Blogging

Por muito longa que a noite seja, de certeza que o dia há-de chegar. - Provérbio africano

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

Por muito longa que a noite seja, de certeza que o dia há-de chegar. - Provérbio africano
 
*
 
Bom dia!

segunda-feira, julho 05, 2004

Early Blogging

Ao que pilha com um pequeno barco, chama-se pirata; ao que pilha com um grande navio chama-se conquistador. - Provérbio grego

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

Ao que pilha com um pequeno barco, chama-se pirata; ao que pilha com um grande navio chama-se conquistador. - Provérbio grego
 
*
 
Bom dia!

domingo, julho 04, 2004

Early Blogging

Deixai-me limpo

O ar dos quartos

E liso

O branco das paredes

Deixai-me com as coisas

Fundadas no silêncio




(Sophia de Mello Breyner Andresen)

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

Deixai-me limpo
O ar dos quartos
E liso
O branco das paredes
Deixai-me com as coisas
Fundadas no silêncio


(Sophia de Mello Breyner Andresen)
 
*
 
Bom dia!

sábado, julho 03, 2004

A vida de uns e de outros

"É só 3 euros, é só 3 euros"

"É uma loucura!"

"Tudo a 5 euros"

"Na loja deixam a carteira, aqui custa só 5 euros"

"Não tenham vergonha de comprar barato"




Frases proferidas pelos feirantes ciganos que se ouviam hoje de manhã, como é habitual a cada primeiro sábado de cada mês aqui em Lagos. Quando experimentei uns calções passei a ser o centro das atenções quando a feirante disse a alto e bom som "vejam só como lhe fica bem". Assim é, a vida de uns e de outros.

A vida de uns e de outros

"É só 3 euros, é só 3 euros"
"É uma loucura!"
"Tudo a 5 euros"
"Na loja deixam a carteira, aqui custa só 5 euros"
"Não tenham vergonha de comprar barato"


Frases proferidas pelos feirantes ciganos que se ouviam hoje de manhã, como é habitual a cada primeiro sábado de cada mês aqui em Lagos. Quando experimentei uns calções passei a ser o centro das atenções quando a feirante disse a alto e bom som "vejam só como lhe fica bem". Assim é, a vida de uns e de outros.

sexta-feira, julho 02, 2004

Early Blogging

«Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva; no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas, e as portas da rua se fecharem; quando for baixo o ruído da moedura, e nos levantarmos à voz das aves, e todas as filhas da música ficarem abatidas; como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho; e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e falhar o desejo; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; antes que se rompa a cadeia de prata, ou se quebre o copo de ouro, ou se despedace o cântaro junto à fonte, ou se desfaça a roda junto à cisterna, e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.» (Bíblia, livro de Eclesiastes, cap. 12, vers. 1-7)

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

«Lembra-te também do teu Criador nos dias da tua mocidade, antes que venham os maus dias, e cheguem os anos em que dirás: Não tenho prazer neles; antes que se escureçam o sol e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva; no dia em que tremerem os guardas da casa, e se curvarem os homens fortes, e cessarem os moedores, por já serem poucos, e se escurecerem os que olham pelas janelas, e as portas da rua se fecharem; quando for baixo o ruído da moedura, e nos levantarmos à voz das aves, e todas as filhas da música ficarem abatidas; como também quando temerem o que é alto, e houver espantos no caminho; e florescer a amendoeira, e o gafanhoto for um peso, e falhar o desejo; porque o homem se vai à sua casa eterna, e os pranteadores andarão rodeando pela praça; antes que se rompa a cadeia de prata, ou se quebre o copo de ouro, ou se despedace o cântaro junto à fonte, ou se desfaça a roda junto à cisterna, e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu.» (Bíblia, livro de Eclesiastes, cap. 12, vers. 1-7)
 
*
 
Bom dia!

quinta-feira, julho 01, 2004

Early Blogging

Não se espera pelo dia de mercado para engordar a galinha. - Provérbio africano

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

Não se espera pelo dia de mercado para engordar a galinha. - Provérbio africano
 
*
 
Bom dia!

quarta-feira, junho 30, 2004

Early Blogging

Por muito escura que a noite seja, a mão não se engana na boca. - Provérbio africano

 

*

 

Bom dia!

Early Blogging

Por muito escura que a noite seja, a mão não se engana na boca. - Provérbio africano
 
*
 
Bom dia!

sábado, junho 26, 2004

World Press Photo 2003



Primeiro prémio na categoria "Natureza"



O canadiano Paul Nicklen fotografou um cardume de salmões no Oceano Atlântico.

World Press Photo 2003


Primeiro prémio na categoria "Natureza"

O canadiano Paul Nicklen fotografou um cardume de salmões no Oceano Atlântico.

Os livros

sento-me no crepúsculo do fim da tarde,

cansado da suposta vida de plenitude

e é neste instante que o livro aparece

rodeado pela necessidade intensa do

enternecimento. percorro as lombadas dos

tomos que fui comprando e recordo aventuras

passadas na impossibilidade das letras nestes

apaixonados momentos de solidão sinto

o vício do toque do papel, a procura insana e

inócua que existe no desfolhar das folhas

cobertas de sonhos e procuro as minhas vivências

na impossibilidade da leitura onde vou refazendo

sonhos nos sonhos forjados dos escritores encapados.


- Rui Miguel Rocha

Os livros

sento-me no crepúsculo do fim da tarde,
cansado da suposta vida de plenitude
e é neste instante que o livro aparece
rodeado pela necessidade intensa do
enternecimento. percorro as lombadas dos
tomos que fui comprando e recordo aventuras
passadas na impossibilidade das letras nestes
apaixonados momentos de solidão sinto
o vício do toque do papel, a procura insana e
inócua que existe no desfolhar das folhas
cobertas de sonhos e procuro as minhas vivências
na impossibilidade da leitura onde vou refazendo
sonhos nos sonhos forjados dos escritores encapados.

- Rui Miguel Rocha

Citação

«Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.» - Cícero

Citação

«Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.» - Cícero

sexta-feira, junho 25, 2004

World Press Photo 2003



Terceiro prémio na categoria "Desporto"



Um salto na água, pelo australiano Craig Golding do 'The Sydney Morning Herald'.

World Press Photo 2003


Terceiro prémio na categoria "Desporto"

Um salto na água, pelo australiano Craig Golding do 'The Sydney Morning Herald'.

quinta-feira, junho 24, 2004

Early Blogging

«Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro. Mais preciosa é do que as jóias, e nada do que possas desejar é comparável a ela. Longura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas são paz. É árvore da vida para os que dela lançam mão, e bem-aventurado é todo aquele que a retém.» (Bíblia, livro de Provérbios cap. 3, vers. 13-18)

 

*

 

Bom dia!