Sonho que sou a Poetisa eleita,
Aquela que diz tudo e tudo sabe,
Que tem a inspiração pura e perfeita,
Que reúne num verso a imensidade!
Sonho que um verso meu tem claridade
Para encher todo o mundo! E que deleita
Mesmo aqueles que morrem de saudade!
Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!
Sonho que sou Alguém cá neste mundo...
Aquela de saber vasto e profundo,
Aos pés de quem a Terra anda curvada!
E quando mais no céu eu vou sonhando,
E quando mais no alto ando voando,
Acordo do meu sonho... E não sou nada!...
(Florbela Espanca)
*
Faz algum tempo que comecei a ler poesia. Tinha a ideia que era um estilo literário do qual não gostava; sempre tive preferência pela prosa. Mas tenho descoberto que dentro deste estilo literário tão belo, há com toda a certeza algum autor que na sua maneira de fazer poesia tem a capacidade de nos fazer apreciar esta arte - a arte de criar poesia.
Não se lê poesia como se lê um qualquer romance. A poesia é literatura com um sabor diferente que nos leva a ler com mais calma, sem pressa de chegar ao fim, ler e voltar a ler...
O soneto intitulado Vaidade de Florbela Espanca é dos que mais aprecio desta nossa poetisa.
“O hábito de ler torna o homem completo, o hábito de falar torna-o preparado, o hábito de escrever torna-o exacto.” (Francis Bacon)
terça-feira, fevereiro 22, 2005
domingo, fevereiro 13, 2005
Livro Lido - A Escada
O livro A Escada, escrito por Carlos Gouveia e Melo, recebeu o Prémio Revelação APE / IPLB na área de ficção, conforme se pode verificar aqui.
A história tem como personagem central Sérgio Louro, uma pessoa que chamarei de normal e cuja vida é igual à de tantas outras pessoas, nem desejável nem detestável.
Sérgio Louro habita num prédio sem elevador e certo dia pela manhã ao descer as escadas para se dirigir ao emprego descobre espantado que os degraus não têm fim. Daqui por diante todo o enredo gira à volta da situação de irrealidade na qual Sérgio de repente se encontra e da qual não consegue sair, apesar da ajuda que procura junto das outras pessoas que também parecem estar em situação idêntica à sua.
Esta história retrata no fundo a necessidade inerente à existência humana de caminharmos com um propósito e precisarmos chegar a algum lugar.
Quanto ao interesse despertado pela narrativa, classifico-o de medíocre. Quanto à história em si, apenas me ocorre uma palavra: inverosímil.
A história tem como personagem central Sérgio Louro, uma pessoa que chamarei de normal e cuja vida é igual à de tantas outras pessoas, nem desejável nem detestável.
Sérgio Louro habita num prédio sem elevador e certo dia pela manhã ao descer as escadas para se dirigir ao emprego descobre espantado que os degraus não têm fim. Daqui por diante todo o enredo gira à volta da situação de irrealidade na qual Sérgio de repente se encontra e da qual não consegue sair, apesar da ajuda que procura junto das outras pessoas que também parecem estar em situação idêntica à sua.
Esta história retrata no fundo a necessidade inerente à existência humana de caminharmos com um propósito e precisarmos chegar a algum lugar.
Quanto ao interesse despertado pela narrativa, classifico-o de medíocre. Quanto à história em si, apenas me ocorre uma palavra: inverosímil.
Quero aqui deixar uma palavra de agradecimento
à Maria pela ajuda com a frase "não se escreve sobre o que se pensa, antes pensa-se sobre o que escreve."
Durante alguns dias andei com estas palavras como que a dançar perante mim. Cheguei até a pensar que eram da minha própria autoria, mas não. Infelizmente.
Conforme podemos ler no Citador nas Citações do tema Literatura, Louis Aragon diz o seguinte "Pensa-se a partir do que escreve e não o contrário." Penso serem estas as palavras que estão na origem daquelas que durante uns dias me vinham ao pensamento.
Durante alguns dias andei com estas palavras como que a dançar perante mim. Cheguei até a pensar que eram da minha própria autoria, mas não. Infelizmente.
Conforme podemos ler no Citador nas Citações do tema Literatura, Louis Aragon diz o seguinte "Pensa-se a partir do que escreve e não o contrário." Penso serem estas as palavras que estão na origem daquelas que durante uns dias me vinham ao pensamento.
sábado, janeiro 29, 2005
Há uns dias atrás
pedi aqui ajuda para descobrir o autor de uma frase que li há algum tempo e que dizia mais ou menos isto "não se escreve sobre o que se pensa, antes pensa-se sobre o que se escreve". Julgando pela ausência das respostas deduzo que aqueles que leram o meu apelo simplesmente não me conseguiram ajudar. De qualquer maneira, aos que tentaram, obrigado.
Neste ponto, e não tendo descoberto o autor da frase, já não sei ao certo se fui eu que a li em algum lugar ou se simplesmente me surgiu em meio a muitos outros pensamentos e talvez eu tenha ficado com a ideia que a li quando assim não foi. Sinceramente, não sei.
Sei, isso sim, que a frase em questão tem muito de verdade. "Não se escreve sobre o que se pensa, antes pensa-se sobre o que se escreve." Escrever é de facto uma forma de pensar. Ou pelo menos, uma forma de elaborar e precisar o pensamento. Como diz Francis Bacon "o hábito de escrever torna o homem exacto."
Começa-se por vezes a escrever apenas com uma ideia, um pensamento que encontram o seu desenvolvimento, fundamentação (ou talvez não) e expressão quando se escreve sobre isso. Penso que todos aqueles que escrevem, seja apenas por gosto, seja por obrigação profissional ou decorrente de algum compromisso assumido, poderão confirmar que é assim.
Neste ponto, e não tendo descoberto o autor da frase, já não sei ao certo se fui eu que a li em algum lugar ou se simplesmente me surgiu em meio a muitos outros pensamentos e talvez eu tenha ficado com a ideia que a li quando assim não foi. Sinceramente, não sei.
Sei, isso sim, que a frase em questão tem muito de verdade. "Não se escreve sobre o que se pensa, antes pensa-se sobre o que se escreve." Escrever é de facto uma forma de pensar. Ou pelo menos, uma forma de elaborar e precisar o pensamento. Como diz Francis Bacon "o hábito de escrever torna o homem exacto."
Começa-se por vezes a escrever apenas com uma ideia, um pensamento que encontram o seu desenvolvimento, fundamentação (ou talvez não) e expressão quando se escreve sobre isso. Penso que todos aqueles que escrevem, seja apenas por gosto, seja por obrigação profissional ou decorrente de algum compromisso assumido, poderão confirmar que é assim.
Por vezes,
durante um período de leitura, preciso fazer como quando bebemos algo que realmente apreciamos: fazer uma pausa e saborear. As palavras, neste caso.
domingo, janeiro 23, 2005
Há algum tempo atrás
li uma frase que dizia mais ou menos isto "não se escreve o que se pensa, antes pensa-se sobre o que se escreve".
Pensei que a tinha lido no livro O Regresso a que faço referência aqui, mas após efectuar uma busca ao documento em Word, verifiquei que não foi. Logo pensei que talvez tivesse sido no Ene Coisas mas também o Luis me confirmou que não foi.
Àqueles que lêem estas palavras, deixo o meu apelo por auxílio para saber quem é o autor da referida frase.
Pensei que a tinha lido no livro O Regresso a que faço referência aqui, mas após efectuar uma busca ao documento em Word, verifiquei que não foi. Logo pensei que talvez tivesse sido no Ene Coisas mas também o Luis me confirmou que não foi.
Àqueles que lêem estas palavras, deixo o meu apelo por auxílio para saber quem é o autor da referida frase.
sábado, janeiro 15, 2005
Citando Ernesto Sabado,
o Luis coloca a questão Por que se escreve?
Lendo Quartzo, Feldspato & Mica, adaptando estas palavras, eu diria que:
Mas os verdadeiros escritores são aqueles que escrevem
por escrever; corações ligeiros, semelhantes a rios,
da sua fatalidade jamais escapam,
e, sem saber porquê, dizem sempre: escrevamos!
Lendo Quartzo, Feldspato & Mica, adaptando estas palavras, eu diria que:
Mas os verdadeiros escritores são aqueles que escrevem
por escrever; corações ligeiros, semelhantes a rios,
da sua fatalidade jamais escapam,
e, sem saber porquê, dizem sempre: escrevamos!
sexta-feira, janeiro 14, 2005
No caminho que percorria
Ele olhou para o lado
E logo percebeu que estava só
Olhou mais uma vez surpreso
Procurando pelos ainda poucos
Que há momentos ainda o acompanhavam
Com uma resignação que até estranhou em si
Compreendeu que estava sozinho
E nessa condição teria de prosseguir
Porque há caminhos na vida em que o trilho
É apenas de cada um.
E logo percebeu que estava só
Olhou mais uma vez surpreso
Procurando pelos ainda poucos
Que há momentos ainda o acompanhavam
Com uma resignação que até estranhou em si
Compreendeu que estava sozinho
E nessa condição teria de prosseguir
Porque há caminhos na vida em que o trilho
É apenas de cada um.
sábado, janeiro 08, 2005
Um normal sábado de manhã
é o que se chamaria ao dia de hoje no centro da cidade de Lagos.
Sentei-me num banco e observei; olhei à minha volta e deixei-me reparar nas pessoas, nos rostos, nas casas, nas árvores, nos pássaros, enfim, olhei à minha volta e simplesmente deixei-me reparar no que me rodeava.
A fila dos táxis em que saía o da frente com algum cliente para todos avançarem um lugar, os motoristas que se ajuntavam junto do carro deste ou daquele colega conversando sobre tudo e sobre nada (por certo muitas das conversas seriam em torno do derby desta noite entre Sporting e Benfica), estrangeiros sentados nas esplanadas dos cafés saborando o sol que com os seus raios fazia subir um pouco a temperatura que a ausência de chuva tem mantido baixa, pessoas que passavam vindas da praça do peixe carregando os seus sacos com peixe e legumes dirigindo-se para casa a fim de cozinharem o que durante a semana não têm tempo para cozinhar, alguns toxicodependentes por ali estavam sem nada fazer como que à espera do inesperado, os carros passavam na avenida, uns em passeio, outros em trabalho. E eu ali estava, permitindo-me reparar. E mais uma vez constatando que me faz bem parar e olhar à minha volta, olhar os outros.
Sentei-me num banco e observei; olhei à minha volta e deixei-me reparar nas pessoas, nos rostos, nas casas, nas árvores, nos pássaros, enfim, olhei à minha volta e simplesmente deixei-me reparar no que me rodeava.
A fila dos táxis em que saía o da frente com algum cliente para todos avançarem um lugar, os motoristas que se ajuntavam junto do carro deste ou daquele colega conversando sobre tudo e sobre nada (por certo muitas das conversas seriam em torno do derby desta noite entre Sporting e Benfica), estrangeiros sentados nas esplanadas dos cafés saborando o sol que com os seus raios fazia subir um pouco a temperatura que a ausência de chuva tem mantido baixa, pessoas que passavam vindas da praça do peixe carregando os seus sacos com peixe e legumes dirigindo-se para casa a fim de cozinharem o que durante a semana não têm tempo para cozinhar, alguns toxicodependentes por ali estavam sem nada fazer como que à espera do inesperado, os carros passavam na avenida, uns em passeio, outros em trabalho. E eu ali estava, permitindo-me reparar. E mais uma vez constatando que me faz bem parar e olhar à minha volta, olhar os outros.
Enquanto viajava de carro
há algumas horas atrás, ocorreu-me uma breve história, que segue assim:
"Ele iniciou caminho apenas porque já não suportava ali ficar de tão aborrecido que estava. Partiu sem destino definido. Encontrou muitas adversidades ao longo do percurso até que chegado não se sabe aonde viu-se na necessidade de parar e reflectir, olhando para o caminho já percorrido. Chegou à conclusão que não deveria ter encetado aquela viagem. Melhor seria nunca ter saído de onde estava, teve de admitir."
Assim me parece ser a vida de muitos.
"Ele iniciou caminho apenas porque já não suportava ali ficar de tão aborrecido que estava. Partiu sem destino definido. Encontrou muitas adversidades ao longo do percurso até que chegado não se sabe aonde viu-se na necessidade de parar e reflectir, olhando para o caminho já percorrido. Chegou à conclusão que não deveria ter encetado aquela viagem. Melhor seria nunca ter saído de onde estava, teve de admitir."
Assim me parece ser a vida de muitos.
quarta-feira, dezembro 29, 2004
A frase de hoje
no Citador de Albert Camus "Não se pode criar experiência. É preciso passar por ela" recorda-me outra que em tempos ouvi ser proferida "A vida é uma má professora; primeiro apresenta-nos o teste e só depois a lição."
terça-feira, dezembro 21, 2004
Livro Lido - O Código Da Vinci
Terminei ontem à noite de ler o tão falado livro de Dan Brown - O Código Da Vinci.
Talvez porque a minha expectativa era já muito elevada pela fama que o livro já tinha alcançado, ou porque os factos históricos relevantes em que o livro assenta não são nada disso - factos históricos - antes fazem parte da teia ficcionista criada pelo autor, ou simplesmente porque não o li todo de uma leva mas com algumas interrupções, o que é certo é que numa escala de 1 a 5, a minha classificação é de 3,75.
Parece-me que o sucesso do livro é sustentado por três pontos principais:
1. A sua estrutura narrativa - o livro está escrito em capítulos que se assemelham com cenas de um filme, em que ao chegarmos ao fim de cada capítulo ficamos curiosos em prosseguir e descobrir o que o próximo capítulo nos traz;
2. Os factos supostamente históricos em que o enredo do livro assenta - Dan Brown misturando ficção e factos históricos (mais a primeira que os segundos) coloca em causa a existência e razão de ser da Igreja Católica, bem como as verdades propagadas por esta sobre a vida de Cristo. Interessante da perspectiva da ficção literária, da perspectiva da verdade histórica deixa muito a desejar. Para o inculto na história do Cristinanismo, os factos que Dan Brown apresenta surgem como a última revelação, mas não é assim;
3. O livro é predominantemente objectivo - o autor apresenta-nos um romance em que o conteúdo consiste quase na totalidade na descrição de uma acção que decorre num período relativamente curto (numa noite e um dia, exceptuando o último capítulo do livro e o epílogo), não havendo lugar para subjectividade ou relatividade na escrita, bem como na apresentação dos tais factos supostamente históricos que já mencionei.
Talvez porque a minha expectativa era já muito elevada pela fama que o livro já tinha alcançado, ou porque os factos históricos relevantes em que o livro assenta não são nada disso - factos históricos - antes fazem parte da teia ficcionista criada pelo autor, ou simplesmente porque não o li todo de uma leva mas com algumas interrupções, o que é certo é que numa escala de 1 a 5, a minha classificação é de 3,75.
Parece-me que o sucesso do livro é sustentado por três pontos principais:
1. A sua estrutura narrativa - o livro está escrito em capítulos que se assemelham com cenas de um filme, em que ao chegarmos ao fim de cada capítulo ficamos curiosos em prosseguir e descobrir o que o próximo capítulo nos traz;
2. Os factos supostamente históricos em que o enredo do livro assenta - Dan Brown misturando ficção e factos históricos (mais a primeira que os segundos) coloca em causa a existência e razão de ser da Igreja Católica, bem como as verdades propagadas por esta sobre a vida de Cristo. Interessante da perspectiva da ficção literária, da perspectiva da verdade histórica deixa muito a desejar. Para o inculto na história do Cristinanismo, os factos que Dan Brown apresenta surgem como a última revelação, mas não é assim;
3. O livro é predominantemente objectivo - o autor apresenta-nos um romance em que o conteúdo consiste quase na totalidade na descrição de uma acção que decorre num período relativamente curto (numa noite e um dia, exceptuando o último capítulo do livro e o epílogo), não havendo lugar para subjectividade ou relatividade na escrita, bem como na apresentação dos tais factos supostamente históricos que já mencionei.
terça-feira, dezembro 14, 2004
A Justa Medida de que fala Epicteto
lembrou-me do texto de um ficheiro PPS que me enviaram há algum tempo e que passo a reproduzir.
Numa aldeia de pescadores da costa do México, um pequeno barco retorna do mar.
Um turista americano aproxima-se e cumprimenta o pescador mexicano, felicitando-o pela qualidade do pescado.
Curioso, o turista pergunta:
- Quanto tempo levou para apanhar esta quantidade de peixes?
- Não levei muito tempo. - responde o mexicano.
- Bem, então por que razão não ficou mais tempo no mar, pescando mais alguns peixes?
O mexicano explica que aquela quantidade era suficiente para atender às necessidades da sua família.
- Então, o que é que você faz com o resto do tempo? - indaga o americano.
- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, descanso com minha esposa. Tenho uma vida boa... - admite o pescador - À noite eu vou até a vila para ver meus amigos, tomar umas bebidas, tocar violão, cantar umas músicas...
O americano interrompe:
- Pois eu posso ajudá-lo a ter uma vida realmente boa. Faça o seguinte: comece a passar mais tempo pescando todos os dias. Aí você pode vender todo o peixe extra que conseguir pescar. Com o dinheiro extra, você compra um barco maior. Com a receita extra que o barco maior vai trazer, você pode comprar um segundo e um terceiro barco, e assim por diante até possuir uma frota de pesqueiros.
«Ao invés de vender seu peixe a um intermediário, negoceie directamente com as fábricas de produção, quem sabe se você não pode até abrir a sua própria fábrica.
«Por essa altura você pode deixar esta vila e ir morar na Cidade do México, Los Angeles ou até mesmo em Nova Iorque!!
«De lá você gere o seu imenso empreendimento!»
- Quanto tempo demora até eu conseguir isso? - pergunta o mexicano.
- Uns vinte, vinte e cinco anos - responde o americano.
- E depois?
- E depois!? Aí é que vem a parte melhor - responde o americano, rindo - quando o seu negócio alcançar um crescimento enorme, você dispersa o capital em bolsa e ganha milhões.
- Milhões? A sério? E depois disso?
- Depois disso você reforma-se e vai morar numa vilazinha da costa mexicana, dorme até tarde, apanha uns peixinhos, descansa ao lado da esposa, brinca com os seus filhos e passa as noites divertindo-se com os amigos...
Nos dias que correm, muitas são as pessoas que vivem para TER em vez de SER.
Esforçam-se e esgotam-se para obter bens materiais, pensando em aproveitar a vida num futuro remoto que nem ao menos sabem se existirá.
Esquecem que a vida está no momento presente e que a felicidade pode ser encontrada nas coisas mais simples da vida.
“A vida não consiste em ter boas cartas na mão e sim em jogar bem as que se tem." - Josh Billings
Numa aldeia de pescadores da costa do México, um pequeno barco retorna do mar.
Um turista americano aproxima-se e cumprimenta o pescador mexicano, felicitando-o pela qualidade do pescado.
Curioso, o turista pergunta:
- Quanto tempo levou para apanhar esta quantidade de peixes?
- Não levei muito tempo. - responde o mexicano.
- Bem, então por que razão não ficou mais tempo no mar, pescando mais alguns peixes?
O mexicano explica que aquela quantidade era suficiente para atender às necessidades da sua família.
- Então, o que é que você faz com o resto do tempo? - indaga o americano.
- Durmo até tarde, pesco um pouco, brinco com os meus filhos, descanso com minha esposa. Tenho uma vida boa... - admite o pescador - À noite eu vou até a vila para ver meus amigos, tomar umas bebidas, tocar violão, cantar umas músicas...
O americano interrompe:
- Pois eu posso ajudá-lo a ter uma vida realmente boa. Faça o seguinte: comece a passar mais tempo pescando todos os dias. Aí você pode vender todo o peixe extra que conseguir pescar. Com o dinheiro extra, você compra um barco maior. Com a receita extra que o barco maior vai trazer, você pode comprar um segundo e um terceiro barco, e assim por diante até possuir uma frota de pesqueiros.
«Ao invés de vender seu peixe a um intermediário, negoceie directamente com as fábricas de produção, quem sabe se você não pode até abrir a sua própria fábrica.
«Por essa altura você pode deixar esta vila e ir morar na Cidade do México, Los Angeles ou até mesmo em Nova Iorque!!
«De lá você gere o seu imenso empreendimento!»
- Quanto tempo demora até eu conseguir isso? - pergunta o mexicano.
- Uns vinte, vinte e cinco anos - responde o americano.
- E depois?
- E depois!? Aí é que vem a parte melhor - responde o americano, rindo - quando o seu negócio alcançar um crescimento enorme, você dispersa o capital em bolsa e ganha milhões.
- Milhões? A sério? E depois disso?
- Depois disso você reforma-se e vai morar numa vilazinha da costa mexicana, dorme até tarde, apanha uns peixinhos, descansa ao lado da esposa, brinca com os seus filhos e passa as noites divertindo-se com os amigos...
Nos dias que correm, muitas são as pessoas que vivem para TER em vez de SER.
Esforçam-se e esgotam-se para obter bens materiais, pensando em aproveitar a vida num futuro remoto que nem ao menos sabem se existirá.
Esquecem que a vida está no momento presente e que a felicidade pode ser encontrada nas coisas mais simples da vida.
“A vida não consiste em ter boas cartas na mão e sim em jogar bem as que se tem." - Josh Billings
sábado, dezembro 11, 2004
Estas palavras
de Gonçalo M. Tavares, no JN em 5/12/2004:
"Como se conseguiu, de geração para geração, avanços materiais, tecnológicos, e os conflitos são os mesmos? Aristóteles fez uma descrição perfeita e actual do habitante de hoje de Nova Iorque e apanhou, também, o habitante de Jerusálem, mas não apanhou a forma tecnológica como se matam uns aos outros."
fizeram-me pensar. O que me deixa perturbado é que a realidade descrita acima não faça muitos outros pensar também. Por pensar, leia-se a reflexão que leva à mudança e a uma acção interventiva e transformadora do meio.
"Como se conseguiu, de geração para geração, avanços materiais, tecnológicos, e os conflitos são os mesmos? Aristóteles fez uma descrição perfeita e actual do habitante de hoje de Nova Iorque e apanhou, também, o habitante de Jerusálem, mas não apanhou a forma tecnológica como se matam uns aos outros."
fizeram-me pensar. O que me deixa perturbado é que a realidade descrita acima não faça muitos outros pensar também. Por pensar, leia-se a reflexão que leva à mudança e a uma acção interventiva e transformadora do meio.
sexta-feira, dezembro 10, 2004
quarta-feira, dezembro 08, 2004
Boa disposição
foi o que encontrei ao dar com este post no Estilhaços. Deliciei-me com esta cena dos já desaparecidos Marretas.
(Não se esqueçam de clicar no play para ver o video)
(Não se esqueçam de clicar no play para ver o video)
Novo verbo
Com este mais ou menos novo espaço que se chama blogosfera, surgiu um novo verbo também conjugado com alguma regularidade por quem edita um blogue e por quem os lê. Trata-se do verbo BLOGAR. Eis a sua conjugação no presente do indicativo:
Eu blogo
Tu blogas
Ele bloga
Nós blogamos
Vós blogais
Eles blogam
A ideia desta conjugação verbal não é de minha autoria, mas sim do Pequenão com este post.
Eu blogo
Tu blogas
Ele bloga
Nós blogamos
Vós blogais
Eles blogam
A ideia desta conjugação verbal não é de minha autoria, mas sim do Pequenão com este post.
domingo, dezembro 05, 2004
Deus existe?
Um homem foi ao barbeiro para cortar o cabelo como sempre fazia. Começou a conversar com o barbeiro e conversaram sobre vários assuntos. Conversa vai, conversa vem e começaram a falar sobre Deus...
O barbeiro disse:
- Eu não acredito que Deus exista como você diz.
- Por que é que diz isso? – o cliente perguntou.
- Bem, é muito simples. Basta o senhor sair à rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.
O cliente pensou por um momento, mas não quis dar uma resposta para evitar uma discussão.
O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu. Logo ao sair, viu um homem na rua com barba e cabelos longos. Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba e ele parecia sujo e arrepiado.
Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:
- Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem.
- Como assim eles não existem? – perguntou o barbeiro. - Eu estou aqui e eu sou um barbeiro.
- Não! – o cliente exclamou. - Eles não existem, porque se eles existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos como aquele homem que está andando ali na rua.
- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas.
- Exatamente! – afirmou o cliente. - É justamente isso, Deus existe, o que acontece é que as pessoas não O procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.
(Autor Desconhecido)
O barbeiro disse:
- Eu não acredito que Deus exista como você diz.
- Por que é que diz isso? – o cliente perguntou.
- Bem, é muito simples. Basta o senhor sair à rua para ver que Deus não existe. Se Deus existisse, acha que existiriam tantas pessoas doentes? Existiriam crianças abandonadas? Se Deus existisse, não haveria dor ou sofrimento. Eu não consigo imaginar um Deus que permite todas essas coisas.
O cliente pensou por um momento, mas não quis dar uma resposta para evitar uma discussão.
O barbeiro terminou o trabalho e o cliente saiu. Logo ao sair, viu um homem na rua com barba e cabelos longos. Parecia que já fazia um bom tempo que ele não cortava o cabelo ou fazia a barba e ele parecia sujo e arrepiado.
Então o cliente voltou para a barbearia e disse ao barbeiro:
- Sabe de uma coisa? Barbeiros não existem.
- Como assim eles não existem? – perguntou o barbeiro. - Eu estou aqui e eu sou um barbeiro.
- Não! – o cliente exclamou. - Eles não existem, porque se eles existissem não existiriam pessoas com barba e cabelos longos como aquele homem que está andando ali na rua.
- Ah, mas barbeiros existem, o que acontece é que as pessoas não me procuram, e isso é uma opção delas.
- Exatamente! – afirmou o cliente. - É justamente isso, Deus existe, o que acontece é que as pessoas não O procuram, pois é uma opção delas, e é por isso que há tanta dor e sofrimento no mundo.
(Autor Desconhecido)
E o Seu Nome será Príncipe da Paz
O Natal está aí. Mais um ano em que chegamos a este período festivo e, como cristãos e pessoas, é importante que realizemos uma certa reflexão sobre a natureza e significado do Natal.
Sabemos que o Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo; importa portanto que consideremos o que as Sagradas Escrituras nos dizem sobre Jesus.
Isaías 9:6 nos diz, em referência a Jesus “Porque um menino no nasceu, um filho se nos deu (…) e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.”
Ouvimos muito acerca da paz durante a preparação para o Natal. Essa palavra é gravada em alto relevo nos cartões que enviamos e recebemos. Enfeites nas ruas, cartazes nas vitrinas, e anúncios nos jornais expõem nosso anseio de paz. Desejamos ardentemente a paz na Terra, em nossos relacionamentos e em nosso coração.
As próprias condições do mundo actual aumentam nosso desejo de paz. O que os homens não podem produzir, somente Cristo pode conceder. Ser uma pessoa responsável numa época como esta é descobrir paz duradoura para nós mesmos, entre nós e os outros, e então procurar levar as pessoas ao Príncipe da Paz. Ele veio a fim de estabelecer a paz do perdão e da reconciliação. A paz da alma só é possível através da aceitação do seu amor e perdão mediante o Calvário. Então podemos conhecer a paz de confiar a Cristo as nossas necessidade diárias.
Paz é rectidão—relacionamento correcto com Ele, connosco mesmos e com os outros. É a consciência limpa e o futuro entregue a Ele. Porque existe tão pouca paz? Parafraseando uma expressão célebre, diríamos: “Não é que o mundo tenha tentado a paz de Cristo e descoberto que ela não funciona; o mundo jamais tentou a paz de Cristo!” Que acharia você de desistir dos pedaços da sua vida e permitir que o Cristo do Natal lhe dê uma paz inquebrantável?
Cristo não dá a paz; Ele é a nossa paz. Quando Ele vive em nosso interior como Senhor de tudo, temos paz.
(Adaptado)
Sabemos que o Natal é a celebração do nascimento de Jesus Cristo; importa portanto que consideremos o que as Sagradas Escrituras nos dizem sobre Jesus.
Isaías 9:6 nos diz, em referência a Jesus “Porque um menino no nasceu, um filho se nos deu (…) e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai Eterno, Príncipe da Paz.”
Ouvimos muito acerca da paz durante a preparação para o Natal. Essa palavra é gravada em alto relevo nos cartões que enviamos e recebemos. Enfeites nas ruas, cartazes nas vitrinas, e anúncios nos jornais expõem nosso anseio de paz. Desejamos ardentemente a paz na Terra, em nossos relacionamentos e em nosso coração.
As próprias condições do mundo actual aumentam nosso desejo de paz. O que os homens não podem produzir, somente Cristo pode conceder. Ser uma pessoa responsável numa época como esta é descobrir paz duradoura para nós mesmos, entre nós e os outros, e então procurar levar as pessoas ao Príncipe da Paz. Ele veio a fim de estabelecer a paz do perdão e da reconciliação. A paz da alma só é possível através da aceitação do seu amor e perdão mediante o Calvário. Então podemos conhecer a paz de confiar a Cristo as nossas necessidade diárias.
Paz é rectidão—relacionamento correcto com Ele, connosco mesmos e com os outros. É a consciência limpa e o futuro entregue a Ele. Porque existe tão pouca paz? Parafraseando uma expressão célebre, diríamos: “Não é que o mundo tenha tentado a paz de Cristo e descoberto que ela não funciona; o mundo jamais tentou a paz de Cristo!” Que acharia você de desistir dos pedaços da sua vida e permitir que o Cristo do Natal lhe dê uma paz inquebrantável?
Cristo não dá a paz; Ele é a nossa paz. Quando Ele vive em nosso interior como Senhor de tudo, temos paz.
(Adaptado)
quarta-feira, dezembro 01, 2004
galatea.
é um blog interessante.
Interessante por diversas razões.
O "nick name" de quem o edita é a.
Não tem contador de visitas.
Não é possível consultar o profile de a.
Não tem referência aos dias ou horas em que os posts são editados.
Não tem links para outros blogs.
Não tem links para nada, na verdade.
O seu conteúdo é predominantemente subjectivo, escrito com alma e muito significado.
Obrigado pela visita a.
Interessante por diversas razões.
O "nick name" de quem o edita é a.
Não tem contador de visitas.
Não é possível consultar o profile de a.
Não tem referência aos dias ou horas em que os posts são editados.
Não tem links para outros blogs.
Não tem links para nada, na verdade.
O seu conteúdo é predominantemente subjectivo, escrito com alma e muito significado.
Obrigado pela visita a.
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