quarta-feira, junho 30, 2004

Early Blogging

Por muito escura que a noite seja, a mão não se engana na boca. - Provérbio africano

 

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Bom dia!

Early Blogging

Por muito escura que a noite seja, a mão não se engana na boca. - Provérbio africano
 
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Bom dia!

sábado, junho 26, 2004

World Press Photo 2003



Primeiro prémio na categoria "Natureza"



O canadiano Paul Nicklen fotografou um cardume de salmões no Oceano Atlântico.

World Press Photo 2003


Primeiro prémio na categoria "Natureza"

O canadiano Paul Nicklen fotografou um cardume de salmões no Oceano Atlântico.

Os livros

sento-me no crepúsculo do fim da tarde,

cansado da suposta vida de plenitude

e é neste instante que o livro aparece

rodeado pela necessidade intensa do

enternecimento. percorro as lombadas dos

tomos que fui comprando e recordo aventuras

passadas na impossibilidade das letras nestes

apaixonados momentos de solidão sinto

o vício do toque do papel, a procura insana e

inócua que existe no desfolhar das folhas

cobertas de sonhos e procuro as minhas vivências

na impossibilidade da leitura onde vou refazendo

sonhos nos sonhos forjados dos escritores encapados.


- Rui Miguel Rocha

Os livros

sento-me no crepúsculo do fim da tarde,
cansado da suposta vida de plenitude
e é neste instante que o livro aparece
rodeado pela necessidade intensa do
enternecimento. percorro as lombadas dos
tomos que fui comprando e recordo aventuras
passadas na impossibilidade das letras nestes
apaixonados momentos de solidão sinto
o vício do toque do papel, a procura insana e
inócua que existe no desfolhar das folhas
cobertas de sonhos e procuro as minhas vivências
na impossibilidade da leitura onde vou refazendo
sonhos nos sonhos forjados dos escritores encapados.

- Rui Miguel Rocha

Citação

«Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.» - Cícero

Citação

«Uma casa sem livros é como um corpo sem alma.» - Cícero

sexta-feira, junho 25, 2004

World Press Photo 2003



Terceiro prémio na categoria "Desporto"



Um salto na água, pelo australiano Craig Golding do 'The Sydney Morning Herald'.

World Press Photo 2003


Terceiro prémio na categoria "Desporto"

Um salto na água, pelo australiano Craig Golding do 'The Sydney Morning Herald'.

quinta-feira, junho 24, 2004

Early Blogging

«Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro. Mais preciosa é do que as jóias, e nada do que possas desejar é comparável a ela. Longura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas são paz. É árvore da vida para os que dela lançam mão, e bem-aventurado é todo aquele que a retém.» (Bíblia, livro de Provérbios cap. 3, vers. 13-18)

 

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Bom dia!

Early Blogging

«Feliz é o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire entendimento; pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro. Mais preciosa é do que as jóias, e nada do que possas desejar é comparável a ela. Longura de dias há na sua mão direita; na sua esquerda riquezas e honra. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas são paz. É árvore da vida para os que dela lançam mão, e bem-aventurado é todo aquele que a retém.» (Bíblia, livro de Provérbios cap. 3, vers. 13-18)
 
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Bom dia!

quarta-feira, junho 23, 2004

Ler é poder

Faz alguns anos li um artigo na revista XIS (quando era editada com o Jornal Correio da Manhã) sobre a leitura que nunca mais esqueci. Ficou-me na memória a ideia que o autor passou com o que escreveu. Em vão já tinha procurado esse artigo, tendo a impressão que tinha guardado essa revista em particular. Procurando melhor, um pouco resultado de umas arrumações aqui por casa, encontrei-o. Foi escrito por Pedro Boucherie Mendes. Tomei a liberdade de o transcrever. Espero que gostem.



«Vivemos num tempo em que não há tempo. Por causa disso, ler tornou-se uma miragem, uma daquelas coisas que nos dizem poder mudar as nossas vidas, mas que adiamos sistematicamente. Ao mesmo tempo, e porque há cada vez menos quem o faça, ler também se transformou numa maldição. Por outro lado dizem-nos que devíamos ler mais e se não o fizermos ficaremos de algum modo incompletos. Como se nos escapasse alguma coisa do mundo, numa espiral de ansiedade que transforma a leitura em algo de quase sagrado.

A leitura deve ser tudo menos uma obrigação. A leitura, qualquer leitura, é sempre uma descoberta. Mais, é uma descoberta muito própria de cada um. Não há duas leituras iguais. É um momento da mais pura intimidade. Quando lemos estamos sós. Tudo à nossa volta pára e deixa de importar, porque o poder da palavra se sobrepõe a tudo o resto. A leitura é o mais poderoso dos feitiços. As palavras levam-nos a sítios inimagináveis, apresentam-nos as pessoas mais extraordinárias, dão sustento aos nossos sonhos, tiram-nos literalmente o tapete debaixo dos pés e levam-nos para longe. Um longe que pode ser ao virar da esquina, mas que é sempre distante e sempre nosso.

A cultura da imagem, pelo contrário, é mais superficial. Não porque exista qualquer coisa de errado ou de menos certo ou até de incompleto, mas porque a imagem nos limita a imaginação. Está lá quase sempre tudo, o que significa que não é preciso ir dentro de nós buscar mais qualquer coisa, porque as imagens são completas em si mesmas, e ainda por cima colectivas: vemos todos o mesmo. Na palavra não. Quando um escritor escreve sobre alguém ou algum sítio, por exemplo, a liberdade é toda nossa para imaginarmos um "alguém" que só nós podemos ver e que será sempre diferente ao "alguém" de outra pessoa. Até mesmo diferente do "alguém" que o escritor concebeu. É esse o poder da leitura. É um poder absoluto e ilimitado que nos dá todo o direito de arrumar dentro de nós aquilo que o escritor escreveu, a partir da história que estamos a ler.

Mesmo que a nossa leitura não seja ficção, mesmo nos factos, temos a liberdade de desenhar alguns dos contornos à nossa maneira. É um poder bom porque até o abuso, o exagero do uso dessa liberdade, nunca resulta mal. Afinal é a nossa leitura e podemos fazer dela o que muito bem entendermos.

Ler absorve, descansa e estimula. Ler nunca é mau. Não há livros bons ou livros maus. Isso depende só de cada um de nós. Claro que há livros que se calhar devíamos ler um dia, mas isso é só porque têm uma importância que as mil e uma leituras dos outros lhe deram e que esses leitores quiseram partilhar connosco. Esses livros, sejam clássicos ou simplesmente livros que têm um êxito súbito, até podem nem ser os melhores. São livros que criam a ansiedade da leitura e fazem com que nos sintamos obrigados a lê-los. Nessas alturas o melhor é só os ler se verdadeiramente nos apetecer. Só assim poderemos aproveitar ao máximo a riqueza desse livro.

Não ler também não é necessariamente mau. Os livros esperam por nós e têm toda a paciência do mundo. Uma página por dia é tão bom como duas, três, cinco ou dez. O livro faz todo o trabalho por nós. O livro abre-se e seduz, agarra-nos e surpreende-nos. O livro cativa sempre, mesmo que o deixemos de parte durante algum tempo. Porque um livro tem sempre tempo.

Ler é também liberdade para o espírito. É como andar de carroussel com as palavras. É sempre emocionante ainda que possa ter momentos desconfortáveis aqui e ali. Ler é tão livre que até podemos sair do carroussel a meio. Ningué é obrigado a ler um livro até ao fim ou sequer a gostar do livro. E podemos ler os livros que mais gostamos vezes sem conta com a garantia de que será sempre uma experiência diferente. Ler é partilhar, é saber mais, é viver melhor. Ler é conseguir fazer tudo sem sair do mesmo lugar. Ler é abrir o nosso mundo. É mesmo assim.»


World Press Photo 2003



Primeiro prémio na categoria "Notícias gerais / fotografia singular"



O fotógrafo holandês da agência Reuters, Jerry Lampen, captou o sofrimento de uma mulher que chora a morte do marido, na Faixa de Gaza.

World Press Photo 2003


Primeiro prémio na categoria "Notícias gerais / fotografia singular"

O fotógrafo holandês da agência Reuters, Jerry Lampen, captou o sofrimento de uma mulher que chora a morte do marido, na Faixa de Gaza.

Livro Lido - "Matéria Proibida"

Matéria Proibida foi o livro que acabei hoje de ler. Escrito por Arnaud De Borchgrave e Robert Moss, editado pela Moraes Editores em 1981, é um romance que gira à volta da carreira jornalística de um jovem repórter chamado Robert Hockney. O enredo trata das relações entre os EUA e a antiga URSS, tendo como pano de fundo a guerra do Vietname e a obscura guerra de informação que se travava entre as duas grandes potências. Tendo em conta outros livros mais recentes que já li, este ficou um pouco aquém. Não quero deixar no entanto de referir uma frase que me fez lembrar a guerra no Iraque e tantas outras guerras que, apesar de menos mediáticas, grassam por este mundo fora. É a seguinte "É mais fácil uma pessoa identificar-se com uma revolução à distância do que quando entra nela. De perto, a guerra deixa de ser uma questão de bem ou de mal, mas sim de brutal sobrevivência."

O próximo a ler será Surpreendido pela Alegria de C.S. Lewis.

terça-feira, junho 22, 2004

A vida de uns e de outros

Ainda à pouco saí para ir despejar o lixo, e para beber um café (penso que ir despejar o lixo foi o pretexto para o café) e aproveitei fui ao terraço dar uma olhada à cidade. Em Lagos, juntamente com outros três o terraço do prédio onde vivo é o ponto mais alto da cidade e de onde se avista tudo num raio de vários quilómetros. E o que vejo? Entregue aos meus pensamentos, fui observando e olhando, ao longe as luzes da Meia Praia, Alvor, Portimão, Praia da Rocha, Ferragudo e aí por diante. Aqui mais perto, observei o sossego que envolvia as casas circundantes. A luz na sala de um apartamento; alguém que provavelmente via televisão. A vizinha um pouco mais abaixo que recolhia o estendal que tinha deixado na varanda. Dois homens que conversavam na rua à porta do café saboreando o fresco da noite. O material que por ali estava espalhado dos homens que andam pintando o prédio. Alguém que chegava num carro. Uma persiana que se corria. Uma bandeira de Portugal outra acolá em apoio da nossa Selecção. Eu que ali estava olhando, pensando e observando. Enfim, a vida de uns e de outros.

A vida de uns e de outros

Ainda à pouco saí para ir despejar o lixo, e para beber um café (penso que ir despejar o lixo foi o pretexto para o café) e aproveitei fui ao terraço dar uma olhada à cidade. Em Lagos, juntamente com outros três o terraço do prédio onde vivo é o ponto mais alto da cidade e de onde se avista tudo num raio de vários quilómetros. E o que vejo? Entregue aos meus pensamentos, fui observando e olhando, ao longe as luzes da Meia Praia, Alvor, Portimão, Praia da Rocha, Ferragudo e aí por diante. Aqui mais perto, observei o sossego que envolvia as casas circundantes. A luz na sala de um apartamento; alguém que provavelmente via televisão. A vizinha um pouco mais abaixo que recolhia o estendal que tinha deixado na varanda. Dois homens que conversavam na rua à porta do café saboreando o fresco da noite. O material que por ali estava espalhado dos homens que andam pintando o prédio. Alguém que chegava num carro. Uma persiana que se corria. Uma bandeira de Portugal outra acolá em apoio da nossa Selecção. Eu que ali estava olhando, pensando e observando. Enfim, a vida de uns e de outros.

World Press Photo 2003



Primeiro prémio na categoria "A outra face do desporto"



Uma equipa de homens mutilados jogam à bola na Serra Leoa. O norte-americano Adam Nadel fotografou o jogo para 'Christian Science Monitor'.

World Press Photo 2003


Primeiro prémio na categoria "A outra face do desporto"

Uma equipa de homens mutilados jogam à bola na Serra Leoa. O norte-americano Adam Nadel fotografou o jogo para 'Christian Science Monitor'.